Professores e profissionais da educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro irão realizar uma greve de 24 horas na próxima quinta-feira, 9 de abril. A ação, aprovada por assembleia, tem como objetivo cobrar a recomposição salarial, a implementação do Piso Nacional do Magistério e o cumprimento de acordos firmados nos últimos anos.
Este é o segundo movimento de paralisação em 2026 nas duas redes de ensino. A categoria destaca a persistente defasagem salarial e a falta de progresso nas negociações com as autoridades públicas como principais motivos do protesto.
No âmbito estadual, o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) informa que ainda há parcelas em aberto de um acordo firmado no final de 2021 com a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O ajuste previa uma reposição de 26,5% das perdas acumuladas entre 2017 e 2021, distribuída em três parcelas. A primeira, de 13,5%, foi paga em janeiro de 2022, enquanto as demais, previstas para fevereiro de 2023 e de 2024, permanecem pendentes.
Dados do Dieese evidenciam que a perda do poder de compra entre profissionais da rede estadual foi de 19,4% de março de 2019 a dezembro de 2025. O reajuste de 4,7% concedido pela administração no final de 2022 é considerado insuficiente para recuperar o salário dos docentes. Para atingir o valor de 2014, seria necessário um aumento de aproximadamente 55%.
O governador interino do estado anunciou uma bonificação de R$ 3 mil para mais de 45 mil servidores efetivos das escolas estaduais. O Sepe avaliou a medida positivamente, porém, reforçou que abonos não resolvem a desvalorização estrutural da categoria. Segundo o sindicato, esse tipo de pagamento não se incorpora aos vencimentos e também não beneficia aposentados.
A mobilização na quinta-feira incluirá atos públicos no Centro do Rio. A programação começa às 10h, com assembleia no Clube de Engenharia, na Avenida Rio Branco, seguida de manifestação em frente à Alerj. Já na rede municipal, os profissionais se reúnem às 14h na Cinelândia para uma assembleia e, às 15h, realizam um ato público no mesmo local.
Espera-se que as atividades escolares sejam retomadas normalmente na sexta-feira, dia 10 de abril. Contudo, o sindicato adiantou que novas paralisações podem ser programadas caso não haja progresso nas negociações.
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