maio 12, 2026
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12/05/2026

Profissionais de saúde de hospitais estaduais do RJ enfrentam atrasos salariais e falta de benefícios

Profissionais de saúde em hospitais da rede pública do Rio de Janeiro relatam atrasos frequentes nos salários, falta de benefícios e ausência de respostas por parte das organizações sociais responsáveis pela gestão das unidades. Os relatos envolvem unidades de diferentes regiões metropolitanas, incluindo a capital, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

No Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, funcionários afirmam que o pagamento referente ao mês ainda não foi efetuado, mesmo após o sétimo dia útil. Segundo eles, a organização social TUISE, que administra a unidade, não fornece informações claras ou previsões sobre a regularização do pagamento. Uma técnica de enfermagem descreveu a situação como preocupante, destacando que toda a equipe está sem receber o salário no prazo esperado.

Na cidade de Itaboraí, no Hospital Estadual João Batista Cáffaro, a situação é semelhante. Profissionais do local denunciam atrasos constantes no pagamento de salários e a falta de posicionamento da organização responsável, a IDEAS. Eles ressaltam a urgência de receberem os valores devidos, especialmente diante de suas necessidades financeiras.

Em São Gonçalo, no Hospital Alberto Torres, relatos indicam que, até esta terça-feira (12), os salários ainda não haviam sido depositados na conta dos trabalhadores. Funcionários também relataram que, por ocasião do Dia das Mães, faltaram verbas para auxílio transporte em várias unidades, dificultando o deslocamento de profissionais que continuam atuando sem o pagamento adequado.

O Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, situado no centro do Rio e administrado pela IDEAS, também enfrenta dificuldades financeiras. Uma técnica de enfermagem relatou atrasos nos salários, pagamento de férias e o não depósito do FGTS desde novembro do ano anterior. Ela mencionou ainda a falta de resposta da gestão às perguntas dos funcionários, que recebem respostas de caráter indefinido, como “sem previsão” ou “sem informações”.

A profissional destacou o impacto do quadro na saúde física, mental e financeira dos trabalhadores, que encontram dificuldades para lidar com as pendências perante o sistema financeiro. Em contato, a Secretaria Estadual de Saúde não se pronunciou oficialmente sobre os problemas relatados até o momento.


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