O projeto Águas da Guanabara alcançou a marca de mais de 2 mil toneladas de resíduos removidos de rios, manguezais, praias e ilhas na região da Baía de Guanabara. A iniciativa, em sua quarta edição, continua expandindo suas ações, incluindo novas fases em Magé, São Gonçalo, Itaboraí e no distrito de Itambi, consolidando sua presença em pontos críticos do ecossistema.
Criado em 2022, o programa consolidou-se como uma estratégia de recuperação ambiental aliada ao fortalecimento social. Equipes de operação diária removem cerca de duas toneladas de lixo, evitando que o material continue afetando ecossistemas sensíveis e prejudicando atividades de pesca na região.
A recente soma de resíduos ressalta o esforço contínuo de preservação, que também resulta do envolvimento das comunidades locais. Segundo um representante da Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro, a recuperação da baía reflete o compromisso do projeto com o território e os impactos positivos do trabalho coletivo.
Desde sua implementação, a iniciativa atua na área do parque, contribuindo para a reconstrução de áreas de manguezal e para o retorno de espécies de aves e vida marinha, especialmente após o impacto causado pelo vazamento de óleo ocorrido na região em 2000.
Além dos benefícios ambientais, o projeto tem importante impacto social. Mais de 2,2 mil pescadores artesanais têm participado ativamente das ações de limpeza, coleta e monitoramento ambientais, além de receber capacitações que fortalecem a atividade pesqueira, historicamente afetada pela poluição. Essa participação também promove melhorias nas condições de trabalho e garante fontes de renda mais dignas aos envolvidos.
Dados indicam que a retirada de resíduos contribui para a saúde dos ecossistemas locais, reduzindo danos às redes de pesca, melhorando a qualidade da água e apoiando a regeneração de espécies essenciais ao equilíbrio ambiental. A iniciativa revela resultados concretos na recuperação do ecossistema e no bem-estar das comunidades que dependem dele.
Atualmente, o projeto permanece em fase de expansão, com futuras ações previstas para ampliação do impacto na região, reforçando seu papel como estratégia de recuperação e inclusão social.
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