A proposta de reconhecer o Tapete de Sal de São Gonçalo como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro foi aprovada na segunda discussão pela Assembleia Legislativa e agora aguarda análise do governador, que possui 15 dias úteis para decidir sobre sua sanção ou veto. O projeto de lei, de autoria do presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, busca oficializar uma tradição cultural que representa importante expressão religiosa e comunitária na região.
A manifestação, celebrada há 29 anos, ocorre na cidade de São Gonçalo durante as celebrações de Corpus Christi. O percurso de aproximadamente dois quilômetros entre as ruas Coronel Moreira César e Nilo Peçanha é decorado com cerca de 240 tapetes feitos artesanalmente por mais de seis mil voluntários, incluindo fiéis de Niterói e Itaboraí. Para sua confecção, utilizam-se aproximadamente 50 toneladas de sal, além de serragem colorida, tintas, pedrarias e pó de café.
Segundo o deputado autor do projeto, a comemoração faz parte da memória afetiva da população local. Ruas destaca que a tradição reflete fé, união e dedicação, e que o reconhecimento oficial contribuiria para valorizar essa expressão cultural e religiosa da comunidade. A iniciativa busca preservar e reconhecer a importância dessa celebração, que há quase três décadas mobiliza milhares de pessoas. Com a tramitação aprovada na Assembleia, o próximo passo é a decisão do chefe do Executivo estadual sobre o eventual reconhecimento.
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