A iniciativa ECO FUNARJ, que visa implementar energia solar em unidades culturais administradas pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro, já apresenta resultados concretos na redução dos custos com eletricidade. Um levantamento recente aponta uma economia total de mais de R$ 30 mil em dois espaços que adotaram o sistema solar.
Entre os locais beneficiados estão a Sala Cecília Meireles e o Teatro Mário Lago, duas referências na cena cultural do estado. Na Sala Cecília Meireles, a comparação dos gastos entre novembro e dezembro de 2024 e os mesmos meses de 2025 revela uma significativa diminuição nos custos de energia elétrica. O valor caiu de aproximadamente R$ 74 mil para pouco mais de R$ 53 mil, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 20 mil, o que corresponde a uma redução de 27,36%. Essa economia é atribuída à instalação de painéis solares no espaço.
No Teatro Mário Lago, a redução é ainda mais expressiva. Considerando o período de julho a dezembro de 2024 e 2025, o gasto passou de quase R$ 12 mil para cerca de R$ 1,5 mil, totalizando uma economia de mais de R$ 10 mil. Este resultado representa uma diminuição de aproximadamente 87,5% nos custos de energia.
A soma dos valores economizados nos dois equipamentos indica uma redução de mais de 35% nos gastos com energia elétrica, passando de R$ 85.637,27 para pouco mais de R$ 55 mil, no período avaliado. O projeto tem contribuído não apenas para cortes de despesas, mas também para uma gestão pública mais sustentável, possibilitando a alocação de recursos anteriormente destinados à energia em atividades culturais.
Além dos benefícios econômicos, há também uma iniciativa de integração entre os espaços culturais. O Teatro Mário Lago começou a fornecer energia ao Teatro Gláucio Gill, localizado em Copacabana. Os créditos gerados por esse fornecimento ainda estão sendo utilizados como compensação em futuras contas de energia.
A implementação do ECO FUNARJ reflete uma tendência crescente de uso de soluções sustentáveis na gestão cultural, combando eficiência energética e preservação ambiental. A expectativa é que, ao expandir o projeto para novas unidades, os resultados positivos se multipliquem, promovendo maior sustentabilidade financeira nos espaços culturais estaduais.
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