Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro busca reconhecer a Bala Juquinha como patrimônio cultural do estado. A proposta, publicada nesta quarta-feira, ainda aguarda análise nas comissões da Casa antes de ser submetida à votação no plenário.
Assinado pelo deputado Rodrigo Amorim, o documento argumenta que a bala simboliza uma memória afetiva compartilhada pelos moradores, representando tradições populares, infância e simplicidade. Embora popular entre a população, a marca não tenha origem no Rio de Janeiro. Ela foi criada em Santo André, São Paulo, e desde 2015 é gerenciada por um empresário carioca que atua no Mercado Municipal de Madureira.
Caso aprovada, a iniciativa pretende que o Estado apoie ações voltadas à valorização do produto, além de promover sua divulgação mais ampla na região. A proposta também inclui a inclusão da Bala Juquinha na lista de bens culturais do estado, ao lado de manifestações tradicionais como o Jongo e iniciativas mais recentes, como a Batata de Marechal Hermes.
Historicamente, a Balas Juquinha foi fundada em 1945 por uma empresa familiar de Santo André. Originalmente dedicada à produção de refrescos efervescentes, a fábrica passou a fabricar balas mastigáveis cinco anos após sua fundação. A bala rapidamente ganhou popularidade em todo o país, atingindo o auge das vendas na década de 1990, quando chegou a ser utilizada como troco em estabelecimentos comerciais e sua receita foi exportada para mais de 60 países.
A produção da Balas Juquinha foi interrompida em 2015, devido à falta de interesse dos herdeiros do criador, Giulio Luigi Sofio. No entanto, no mesmo ano, a marca foi adquirida por um empresário do Rio de Janeiro, que retomou a fabricação na zona de Madureira, mantendo viva a tradição do produto. O projeto de lei ainda será avaliado pelas comissões da Alerj antes de avançar para votação em plenário.
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