O projeto Psicólogos Sem Fronteiras celebra neste mês seu primeiro ano de atuação no Rio de Janeiro, oferecendo atendimentos psicológicos gratuitos e promovendo ações sociais em comunidades vulneráveis. A iniciativa, composta por profissionais voluntários, realiza atendimentos presenciais e online, focando em regiões marcadas por desigualdade, violência e acesso limitado à saúde mental.
Na esfera presencial, a psicóloga Mayara Evangelista realiza sessões na Rocinha, comunidade de onde é natural. A prioridade do trabalho é atender especialmente crianças e idosos, que geralmente encontram dificuldades maiores para receber cuidados emocionais. Além de atuar na Rocinha, o projeto oferece suporte na comunidade da Maré, proporcionando suporte psicológico e psicoterapêutico aos moradores. A operação online, conduzida por três psicólogos voluntários, amplia o alcance do atendimento para outras áreas do estado.
Mayara Evangelista destacou que o trabalho nas comunidades reforça a importância da escuta na transformação social, evidenciando como o espaço de acolhimento pode ajudar crianças, idosos e famílias na expressão de seus sentimentos, medos e esperanças. Para ela, a presença de saúde mental nesses territórios é fundamental, sobretudo onde o sofrimento muitas vezes permanece invisível.
Criado como uma iniciativa de ajuda humanitária na área de saúde mental, o projeto reúne profissionais de diferentes especializações com a proposta de oferecer atendimentos gratuitos, rodas de conversa e ações comunitárias em áreas de vulnerabilidade social. A organização informa que já atendeu milhares de pessoas em todo o país e atualiza continuamente suas ações, especialmente nas comunidades do Rio de Janeiro.
A atuação na cidade tem sido considerada uma das principais frentes do projeto, enfatizando o valor do cuidado emocional como instrumento de transformação social. De acordo com Luciana Santana, CEO e diretora executiva, a proposta visa tornar o cuidado psicológico acessível a todas as comunidades, sobretudo onde a assistência pública muitas vezes não alcança. A celebração do primeiro ano representa um reconhecimento do impacto dessas ações, sustentadas pelo empenho dos profissionais voluntários.
O projeto visa ampliar suas atividades no Rio de Janeiro nos próximos meses, incluindo atendimentos individuais, em grupo e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos vínculos comunitários. Para manter e expandir suas ações, a organização depende de doações, apoios de investidores sociais e parcerias com empresas e voluntários interessados em fortalecer o suporte psicológico nas comunidades atendidas. Mais informações sobre apoio e colaboração podem ser encontradas no site oficial da entidade.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



