O PSD anunciou que entrará com uma representação criminal contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, em resposta à prisão do vereador Salvino Oliveira. A legenda alega que as ações policiais tiveram como objetivo utilizar a força pública para perseguir adversários políticos. A iniciativa será encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça e à Procuradoria-Geral da República. Além disso, o partido pretende solicitar ao Ministério Público do estado uma apuração sobre possíveis atos de improbidade administrativa relacionados ao caso.
Na denúncia, o PSD destaca indícios de abuso de poder, prevaricação e possíveis crimes eleitorais ligados à operação policial que culminou na detenção de Salvino Oliveira, ex-secretário municipal e vereador pelo partido. Uma das solicitações é o afastamento temporário de Castro e Curi, caso as autoridades julguem necessário, para evitar interferências nas investigações e no processo eleitoral.
A reação do PSD ocorreu após a prisão de Salvino Oliveira, suspeito de negociações com Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, considerado uma liderança do Crime Organizado. A Polícia Civil investiga se o vereador autorizou, de alguma forma, campanhas eleitorais na região da Gardênia Azul, controlada por facções criminosas, durante a operação policial.
Para o partido, a condução do caso e seus desdobramentos revelam possíveis motivações políticas por trás da atuação da polícia. Assim, o PSD pretende levar suas reivindicações às instâncias federais e estaduais, fortalecendo a denúncia de possíveis abusos e interceptações indevidas de poderes públicos.
As tensões aumentaram após declarações públicas de Castro, que acusou Salvino Oliveira de trabalhar para criminosos, o que elevou a temperatura do debate político na cidade. Essa manifestação ampliou as disputas entre governo estadual e administração municipal, tornando o episódio também uma disputa de impacto político além do âmbito policial.
A crise se insere num momento de maior volatilidade no cenário político do Rio de Janeiro, marcado pelo julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral e pelas discussões sobre a sucessão estadual. Assim, a prisão de Salvino Oliveira deixou de ser uma questão de segurança pública para se transformar em uma peça do embate político regional.
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