agosto 11, 2026
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11/08/2026

Quinze anos após assassinato, Justiça e Movimento de Mulheres reforçam legado de Patrícia Acioli

No aniversário de 15 anos do assassinato da juíza Patrícia Acioli, o Movimento de Mulheres de São Gonçalo (MMSG) reafirma a importância de sua atuação na cidade e reforça a necessidade de preservar sua memória para fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Patrícia Acioli foi morta em 11 de agosto de 2011, aos 47 anos, ao chegar em sua residência em Piratininga, Niterói. Na ocasião, ela era responsável pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. O crime levou à condenação de 11 policiais militares envolvidos.

Para o MMSG, a trajetória da magistrada simboliza o compromisso com o enfrentamento às violências e a defesa dos direitos humanos, especialmente de mulheres, crianças e adolescentes. A entidade destaca a relevância de sua memória para reforçar a necessidade de uma rede de proteção mais robusta e de políticas públicas direcionadas à segurança de grupos vulneráveis.

A dirigente do movimento, Marisa Chaves, sublinha que relembrar Patrícia Acioli reforça que o combate à violência requer coragem e um trabalho articulado. Segundo ela, manter vivo o legado da juíza é uma forma de impulsionar a luta por uma sociedade mais justa, na qual todas tenham segurança e dignidade.

Desde sua fundação, em 1989, o MMSG atua na defesa dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes, além de promover ações contra diferentes formas de violência.

Além do reconhecimento pelo Movimento de Mulheres, a atuação de Patrícia Acioli é lembrada também em atividades promovidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que realiza uma programação cultural e exibe uma exposição dedicada à magistrada.

Recentemente, o Espaço Cultural São Gonçalo divulgou uma mostra em homenagem à juíza, incluindo uma exposição imersiva intitulada “Patrícia” e o lançamento do Observatório do Feminicídio do Estado do Rio de Janeiro, como parte das ações da Cátedra Patrícia Acioli vinculada ao Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ.


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