Nos primeiros meses de 2026, os preços do feijão apresentaram aumento significativo, levando consumidores a adotarem estratégias de economia para garantir a presença do alimento na mesa. O incremento foi registrado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, destacando uma elevação de até 52,82% no valor do feijão-carioca, o mais consumido no país. Outros tipos também tiveram alta expressiva, como o feijão-preto, com 22,62%, e o feijão-mulatinho, com 19,22%.
A alta no preço do produto está relacionada à redução da oferta, consequência de condições climáticas adversas, especialmente chuvas excessivas que comprometeram o cultivo. Como resultado, o mercado se deparou com dificuldades na produção da leguminosa, impactando os custos finais ao consumidor. Na prática, isso se reflete em aumentos visíveis nas gôndolas dos supermercados, levando os consumidores a buscar alternativas, como compras de feijão em promoção e redução do consumo, sobretudo por quem depende do alimento como base da alimentação diária.
Relatos indicam que muitos passaram a priorizar a compra de feijão de melhor qualidade quando o preço justifica, mesmo com o valor mais alto, e a ajustar o volume de consumo. Além da questão do preço, houve preocupação com a queda na qualidade, que também influenciou na decisão de consumo. Apesar das dificuldades, o desejo de manter o alimento na mesa permanece entre os brasileiros, que continuam a buscar maneiras de driblar a alta até que os preços desacelerem ou estabilizem. A expectativa é de que esse cenário seja acompanhado de possíveis alterações de mercado nos próximos meses.
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