junho 19, 2026
junho 19, 2026
19/06/2026

Recuperação ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas revela volta de fauna e impulsiona ecoturismo

A presença de espécies animais na Lagoa Rodrigo de Freitas tem sido um indicador importante da recente melhora ambiental no local. Entre as espécies que retornaram às margens estão as capivaras, aves como colhereiros, garças e biguás, além de diversos crustáceos, refletindo a recuperação do ecossistema aquático. Essa revitalização tem se destacado na região, que historicamente enfrentou problemas de poluição e mortalidade de peixes.

A transformação ambiental chamou a atenção do setor de turismo na Zona Sul. Guias de passeios passaram a identificar um aumento no interesse de grupos por observação de fauna, levando à elaboração de roteiros de ecoturismo. Como suporte a esses profissionais, um especialista criou uma cartilha que reúne informações sobre as espécies que habitam a lagoa, promovendo maior conhecimento aos visitantes durante as visitas.

Recentemente, profissionais locais observaram uma ampliação na diversidade de espécies presentes, o que amplia as possibilidades de roteiros ambientais e promove um entendimento mais abrangente sobre o processo de recuperação do espaço. Guias que atuam na área, como Yan Hess e Samuel Rodrigues dos Santos, relataram a mudança na narrativa sobre a lagoa, que passou de foco na poluição para relatos de espécies e recuperações naturais.

A melhora ambiental é resultado de ações de saneamento implementadas na região. A concessionária responsável, que investiu mais de R$ 6 bilhões em infraestrutura sanitária, modernizou as estações elevatórias de esgoto e reforçou a fiscalização contra despejos irregulares, evitando que cerca de 216 mil litros de esgoto sejam lançados na lagoa por hora. Essa iniciativa contribuiu para estabilizar o ecossistema local, além de promover benefícios econômicos e turísticos na área.

Paralelamente, o trabalho de recuperação do manguezal, desenvolvido há quase quatro décadas por um biólogo, reforçou a saúde ambiental da lagoa. Esses ecossistemas funcionam como berçários naturais, além de filtrarem poluentes, prevenir erosões e desempenharem papel importante no combate às mudanças climáticas por sua capacidade de absorver dióxido de carbono em grande quantidade.

Hoje, a recuperação ambiental é visível e mensurada em melhorias na qualidade da água e na presença de espécies nativas. Desde 2021, ações de reflorestamento do mangue, com apoio da concessionária, já recuperaram uma área de 7 mil metros quadrados. Assim, o êxito nas intervenções sanitárias e na revitalização do ecossistema natural reforça o avanço na preservação e na valorização da Lagoa Rodrigo de Freitas.


Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.

Vinkmag ad