A recuperação da Estação Leopoldina, localizada no centro do Rio de Janeiro, está prevista para ser finalizada apenas em 2027, atraso em relação ao cronograma inicial que previa a entrega neste ano, coincidentemente quando o prédio histórico completaria 100 anos. A demora se deve à complexidade dos trabalhos de restauração, recuperação estrutural e modernização do prédio, cujo valor estimado alcança R$ 80 milhões.
Segundo informações fornecidas pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), as obras seguem em andamento, embora o prazo de conclusão tenha sido revisto. A intervenção de grande porte exige procedimentos cuidadosos para garantir a preservação do patrimônio e a integridade do edifício, o que motivou a nova previsão de término.
Houve interrupções nos trabalhos em meados de 2025. Os serviços foram paralisados em junho e retomados em outubro do mesmo ano. Na ocasião, a Concrejato, responsável pelas obras, alegou problemas relacionados a pagamentos, enquanto a prefeitura indicou que investigava possíveis irregularidades trabalhistas. A construtora afirmou que a gestão do projeto está centralizada na administração municipal e que não fornece detalhes sobre o andamento atual ou o calendário atualizado.
Fundada em 6 de novembro de 1926, a Estação Barão de Mauá, popularmente conhecida como Estação Leopoldina, será celebrada em 2026 por completar um século de existência. O edifício, construído para atender às demandas do transporte ferroviário, foi projetado em estilo neorrenascentista e desempenhou papel fundamental na conexão do Rio com outras regiões do estado. A conclusão das obras de restauração, entretanto, não ocorrerá no ano do seu centenário devido ao atraso no cronograma.
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