O restaurante tradicional do Rio de Janeiro, fundado em 1874, quase foi mostrado nas telas do cinema brasileiro antes da produção de “O Agente Secreto”. Durante uma entrevista, o diretor Kleber Mendonça Filho revelou que cogitou vestir o personagem de Wagner Moura com uma camiseta do Bar Lamas, um ícone da gastronomia carioca. No entanto, essa ideia foi descartada na versão final do filme, e a escolha recaiu sobre uma camiseta de uma outra marca, que rapidamente conquistou popularidade e se tornou um símbolo cultural.
O Lamas é reconhecido como um dos estabelecimentos mais antigos em funcionamento na cidade, tendo sua trajetória iniciada no Largo do Machado. Durante sua história, o restaurante se consolidou como ponto de encontro de diferentes segmentos da sociedade carioca, incluindo intelectuais, artistas, políticos e empresários. Sua atmosfera acolhedora ajudou a criar uma ligação afetiva com os frequentadores, reforçada pela fama que conquistou além das fronteiras do Rio. O cardápio clássico e a tradição do local fizeram dele uma parada obrigatória para turistas e amantes da gastronomia, que buscam uma experiência que remeta à história e identidade do Rio de Janeiro.
Após mudanças urbanas na região, o restaurante mudou-se para o bairro do Flamengo, onde permanece ativo. Mesmo sem a presença na produção cinematográfica, o Lamas mantém seu prestígio como um patrimônio cultural da cidade, continuando a atrair público de diferentes gerações e consolidando sua importância histórica. A menção indireta ao local demonstra como o cinema pode reforçar símbolos afetivos de uma cidade, evidenciando a profunda relação entre o Rio e este símbolo de sua tradição gastronômica.
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