março 25, 2026
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25/03/2026

Restauro do Chafariz da Glória avança com previsão de conclusão em dezembro

A obra de restauração do Chafariz da Glória, considerado um dos mais antigos exemplos de abastecimento de água na cidade, está em andamento com previsão de conclusão até o final deste ano. A intervenção, realizada pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), conta com um investimento de aproximadamente R$ 2,8 milhões e envolve além da recuperação do monumento, a requalificação de um prédio histórico situado nos fundos da estrutura.

O imóvel, que anteriormente abrigou uma antiga elevatória responsável por bombear água do sistema do Aqueduto da Carioca, está passando por obras de reforço estrutural e atualização das instalações elétricas e hidráulicas. Após as obras, o espaço será disponibilizado à iniciativa privada por meio de licitação pública, possibilitando uso comercial, desde que seja mantida sua preservação e o funcionamento do chafariz, sob fiscalização da Cedae.

Além da recuperação, o projeto contempla a adaptação do imóvel para novos usos, incluindo a instalação de áreas de convivência, como um terraço com mesas e cadeiras, visando integrar o espaço ao bairro da Glória e oferecer opções de convivência ao entorno.

A intervenção ocorre após sucessivas ações anteriores, motivadas principalmente por vandalismo, vandalismo e deterioração. Nas últimas décadas, o monumento sofreu pichações, furtos de peças em bronze e danos causados por umidade e intervenções inadequadas. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) acompanha o processo de restauro, destacando a necessidade de tratamentos especializados para garantir a preservação do bem tombado.

Construído em 1772 pelo engenheiro José Custódio de Sá e Faria, durante o governo do vice-rei Marquês do Lavradio, o chafariz teve papel fundamental no abastecimento público, recebendo água do sistema que partia de Santa Teresa e passava pelo aqueduto da cidade. Com o avanço das tecnologias de distribuição de água e a desativação do sistema, o monumento deixou de operar como fonte de fornecimento.

Ao longo dos anos, o monumento passou por diversas intervenções de conservação, incluindo uma restauração no início do século XX, na administração de Pereira Passos. Desde então, permanece tombado pelo IPHAN desde 1938, sendo reconhecido como patrimônio cultural de valor nacional. A expectativa é que as obras sejam concluídas ainda este ano, garantindo a preservação e o potencial de uso do sítio histórico.


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