abril 10, 2026
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10/04/2026

Rio amplia número de escolas no Grupo Especial até 2030 para fortalecer cultura e economia

O Carnaval do Rio de Janeiro passará por uma mudança significativa na sua estrutura nos próximos anos. Um acordo firmado entre a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e a Prefeitura do Rio estabelece uma ampliação gradual do número de agremiações no Grupo Especial, com previsão de atingir 15 escolas até o ano de 2030.

A iniciativa tem impacto direto na principal manifestação cultural da cidade, influenciando tanto o espetáculo realizado na Marquês de Sapucaí quanto a economia local. Em 2026, a festa deve movimentar aproximadamente R$ 5,9 bilhões e atrair cerca de 8 milhões de foliões, reforçando sua relevância como motor financeiro e social do município.

O acerto foi concretizado durante reunião realizada em 9 de abril, na Cidade do Samba, contando com a presença do prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente da Liesa, Gabriel David, e representantes das próprias escolas de samba. A proposta prevê uma transição controlada, mantendo o formato de 12 escolas em 2027, e expandindo progres­sivamente: para 13 em 2028, 14 em 2029 e chegando a 15 em 2030.

Alterações na regra de acesso e rebaixamento estão entre os principais pontos do novo modelo. Após cada ciclo, duas escolas sobem da Série Ouro, enquanto uma é rebaixada do Grupo Especial. Esse procedimento visa garantir crescimento sustentável, mais tempo para preparação das agremiações e maior previsibilidade na organização do desfile.

Conforme explica a organização do evento, a ampliação busca equilibrar a competitividade, oferecer condições estruturais mais adequadas para as escolas e preservar a estabilidade financeira, logística e de infraestrutura do espetáculo. A movimentação econômica gerada pelo Carnaval se mantém como um fator motivador, fortalecendo setores como turismo, comércio, hotelaria, transporte e alimentação na cidade.

A projeção de aumento no número de escolas amplia as expectativas para os próximos carnavais, refletindo também na produção de empregos, na circulação de recursos econômicos e na valorização do samba carioca. O método adotado, que privilegia etapas de crescimento, demonstra uma tentativa de conciliar tradição, competitividade e sustentabilidade, indicando um novo capítulo na história do principal desfile do país.


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