A partir deste domingo, a nova Força Municipal de Segurança do Rio de Janeiro passará a atuar nas ruas da cidade, com foco em áreas de maior incidência de crimes, como roubos e furtos. A iniciativa, promovida pela Prefeitura, visa reforçar o policiamento preventivo em regiões de alta circulação de pessoas.
O anúncio foi feito durante uma reunião do sistema de gestão estratégica da segurança pública municipal, na última terça-feira. Inicialmente, o grupo terá como principais pontos de atuação locais como o entorno da Rodoviária Novo Rio, o Terminal Gentileza, bairros da Zona Sul – incluindo Jardim de Alah e Avenida Vieira Souto, em Ipanema – além de outras áreas em diferentes regiões da cidade.
A prefeitura delimitou 22 áreas prioritárias para patrulhamento, escolhidas com base na concentração de registros criminais, conhecidas como mancha criminal. Entre esses locais estão regiões litorâneas, como Jardim de Alah, Arpoador, Avenida Atlântica, além de pontos importantes como a Praça Santos Dumont, o Parque dos Patins, o complexo do Rio Sul, o entorno da Estação Maracanã e o Norte Shopping, entre outros. Na zona oeste, as ações serão concentradas no calçadão de Bangu, no Campo Grande, Santa Cruz e na estação de trem do bairro.
Os agentes atuarão sobretudo durante o período da tarde e da noite, horários mais propensos a ocorrerem delitos nesses locais. Esses profissionais farão patrulhamento a pé, predominantemente em duplas ou trios, com o suporte de motocicletas e viaturas. A expansão das áreas de atuação será comunicada periodicamente pela administração municipal.
De acordo com o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevalle, o objetivo é aumentar as ações preventivas. “A Força Municipal foca na presença ostensiva para prevenir furtos e roubos. Não realizamos prontamente atendimento via 190 ou 1746 e não faremos escoltas ou controle de multidões”, afirmou.
A estrutura da força será composta por três bases operacionais localizadas estrategicamente na cidade: uma na Zona Sul, em Leblon; outra na Piedade, na Zona Norte; e uma terceira na área de Campo Grande, na Zona Oeste. O prefeito Eduardo Paes destacou que essa iniciativa busca integrar os diferentes órgãos de segurança pública, promovendo uma atuação coordenada.
A formação dos agentes, ocorrida no último domingo, envolveu a capacitação de 600 pessoas. Os requisitos incluíram análise de histórico de atuação, avaliação de disciplina, condição física e exames médicos e psicológicos. A formação contou com mais de 500 horas de treinamentos, que abordaram procedimentos operacionais, técnicas de abordagem e uso de armamentos, este último realizado sob autorização da Polícia Federal.
Os agentes estarão equipados com câmeras corporais, que permitirão o monitoramento em tempo real. As imagens captadas serão exibidas em uma Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, responsável por supervisionar as ações, orientar as equipes e acionar reforços quando necessário. Além das câmeras, os dispositivos móveis utilizados na operação possibilitarão a comunicação instantânea, registro de ocorrências, geração de relatórios e envio de informações táticas. O sistema também emitirá alertas automáticos em caso de desvios de trajeto durante as missões.
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