A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, em parceria com o Instituto de Direito Coletivo, firmou um acordo para otimizar a gestão de resíduos sólidos na cidade do Rio de Janeiro. Com um investimento de R$ 355 mil e duração prevista de um ano, o projeto visa regularizar a situação jurídica de catadores e promover a inclusão social de profissionais vinculados a 30 cooperativas cadastradas na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
O plano de ações prevê um levantamento detalhado de cada cooperativa, com o objetivo de identificar obstáculos operacionais e jurídicos. O propósito central é aprimorar a organização dessas entidades, aumentando os índices de reciclagem na capital, que atualmente processa apenas uma pequena parcela das milhares de toneladas de resíduos geradas diariamente.
Nesse projeto, a colaboração entre o poder público e a sociedade civil é essencial. A SMAC ficará responsável por acompanhar, monitorar e fiscalizar as atividades, assegurando a adequada aplicação dos recursos e o alcance das metas propostas.
Segundo Tatiana Bastos, presidente do IDC, a parceria representa um avanço importante na elaboração de políticas públicas mais inclusivas e sustentáveis. Ela destacou que a iniciativa valoriza o papel dos catadores na cadeia de reciclagem e promove uma mudança estrutural, combinando responsabilidade ambiental com inclusão social. A intenção é fortalecer essas organizações, proporcionando maior autonomia, dignidade e protagonismo aos profissionais envolvidos.
Além dos benefícios diretos às cooperativas, o projeto busca reduzir o volume de lixo enviado aos aterros sanitários, ampliar a renda dos trabalhadores e disseminar uma cultura de sustentabilidade na cidade. A expectativa é que os resultados possam contribuir para a ampliação de políticas públicas, posicionando o Rio de Janeiro como uma referência em gestão integrada de resíduos e inclusão social no cenário nacional.
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