outubro 21, 2026
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21/10/2026

Rio de Janeiro inaugura centro de diagnóstico de autismo para adultos na Gamboa

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro inaugurou o Centro de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA) 18+, localizado no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro, na Gamboa. Essa unidade é pioneira na rede estadual na avaliação de adultos entre 18 e 65 anos que apresentam suspeita de autismo e ainda não possuíam diagnóstico confirmado.

O processo de avaliação no centro envolve oito encontros, nos quais profissionais de diferentes áreas realizam uma análise detalhada. A abordagem começa com uma acolhida feita pela assistência social, que busca entender o contexto de vida do paciente, seguida por consultas de psiquiatria e neuropsicologia. O objetivo é esclarecer as dificuldades enfrentadas na vida adulta, particularmente em aspectos relacionados à interação social, com uso de instrumentos padronizados para avaliar funções cognitivas e comportamentais, complementando o histórico clínico.

Durante os primeiros três meses, 78 adultos foram encaminhados ao serviço por sistemas de regulação da saúde municipais para investigação de possíveis casos de autismo. Um exemplo é o de Diogo Aguilar, de 20 anos, morador de Paraty, que buscou o centro por dificuldades de comunicação e interpretação. Após a avaliação, ele afirmou ter compreendido melhor seus processos internos e esperado melhorias após o diagnóstico.

Outro caso destacado foi o de Diego José Torres, de 18 anos, de Japeri, que recebeu o diagnóstico de deficiência intelectual após avaliação multiprofissional. Para ele, compreender sua condição é importante para procurar o tratamento adequado e lidar melhor com situações de bullying enfrentadas ao longo da vida.

O serviço, contudo, não oferece acompanhamento terapêutico contínuo. Após o diagnóstico, o paciente recebe orientações sobre direitos e benefícios, além de informações sobre atendimento prioritário e emissão de carteira de identificação. A continuidade do cuidado fica a cargo das redes de saúde municipais, para onde os pacientes retornam após o procedimento.


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