maio 23, 2026
maio 23, 2026
23/05/2026

Rio de Janeiro ocupa a 11ª colocação no ranking de qualidade de vida, divulgado pelo IPS Brasil 2026

O Rio de Janeiro não integrou o grupo das dez capitais brasileiras com maior qualidade de vida, conforme o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 divulgado recentemente. A cidade ocupa atualmente a 11ª posição no ranking nacional, com uma pontuação de 67 pontos, ficando atrás de cidades como Curitiba, Brasília, São Paulo e outras como João Pessoa e Cuiabá.

O levantamento evidencia uma leve deterioração nos indicadores relacionados à segurança, saúde, inclusão social, moradia e acesso a oportunidades na capital fluminense. Esses critérios são utilizados para avaliar as condições de vida da população além dos aspectos econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto (PIB) ou a renda.

Na liderança do ranking está Curitiba, com nota 71,29, seguida por Brasília (70,73), São Paulo (70,64), além de Campo Grande e Belo Horizonte. Outras cidades entre as primeiras colocações incluem Goiânia, Palmas, Florianópolis, João Pessoa e Cuiabá.

Apesar de estar na 11ª posição em âmbito nacional, o Rio de Janeiro está atrás de capitais com menor peso econômico ou populacional. O estudo aponta que os principais desafios brasileiros ainda se concentram em oportunidades, especialmente na inclusão social, direitos individuais e acesso à educação superior.

O índice é elaborado com base em 57 variáveis públicas que abrangem 5.570 municípios de todo o país. Ele avalia três dimensões principais: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Entre as questões analisadas estão violência, saneamento, moradia, saúde, educação, conectividade e preservação ambiental.

Ao analisar os resultados nacionais, verifica-se maior desempenho nas regiões Sul e Sudeste. O Distrito Federal lidera o ranking, seguido por São Paulo e Santa Catarina. As regiões com os piores indicadores, especialmente em infraestrutura e acesso a serviços, incluem principalmente a Amazônia Legal, que enfrenta dificuldades relacionadas ao isolamento geográfico e impacto ambiental.

Na análise municipal, as desigualdades se aprofundam. A lista das 20 cidades mais bem posicionadas é predominantemente composta por municípios do interior paulista, além de cidades do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, lidera pela terceira vez consecutiva, com uma pontuação de 73,10.

Por outro lado, localidades da Amazônia Legal acumulam as menores pontuações. Uiramutã, em Roraima, apresenta a pior avaliação, enquanto Jacareacanga, Alto Alegre e Portel também figuram entre os mais desfavorecidos na classificação nacional.

O estudo aponta que o país atingiu uma média de 63,4 pontos no índice em 2026. As melhores marcas estão relacionadas às necessidades humanas básicas, sendo que os maiores desafios permanecem ligados às oportunidades.

Dificuldades ambientais continuam concentradas na região da Amazônia Legal, especialmente em áreas afetadas por desmatamento e emissão de gases de efeito estufa. Nas regiões Sul e Sudeste, as questões de saúde e bem-estar refletem problemas como doenças crônicas, obesidade e índices de suicídio.


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