O Rio de Janeiro será uma das bases do Exercício Guardião Cibernético 8.0, considerado o maior treinamento de defesa digital do Brasil. A iniciativa ocorrerá em setembro e visa simular ataques virtuais a sistemas utilizados por órgãos públicos e setores estratégicos de empresas.
A realização é resultado de uma cooperação técnica entre a Firjan Senai e o Exército Brasileiro. A atividade será conduzida pelo Comando de Defesa Cibernética, com apoio do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. O objetivo principal é avaliar a capacidade de resposta das instituições diante de ataques que possam comprometer infraestruturas essenciais, incluindo serviços públicos e operações de grandes organizações.
O Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação (DigiTech), da Firjan Senai, será responsável por liderar os treinamentos na cidade. A unidade está localizada no edifício Eco Sapucaí, na região central da capital fluminense. Aproximadamente 40 empresas e entidades de áreas como energia, petróleo, gás, telecomunicações, finanças, logística, tecnologia e governo digital deverão participar das atividades. Os envolvidos atuarão em tempo real, conectados ao centro de coordenação nacional em Brasília.
Durante o exercício, as equipes enfrentarão ataques simulados por meio de ambientes virtuais que replicam os sistemas usados no cotidiano dessas organizações. As atividades envolverão áreas de tecnologia, comunicação, departamentos jurídicos, gabinetes de crise e a alta administração. O foco será simular decisões em situações de ameaça, incluindo proteção de sistemas, comunicação com o público e continuidade das operações.
A criação de um hub no Rio de Janeiro visa facilitar a participação das organizações locais, reduzindo a necessidade de deslocamento até Brasília. A iniciativa reforça o papel do estado como polo de inovação e segurança cibernética, devido à presença de instalações estratégicas nos setores de energia, petróleo, gás, telecomunicações, infraestrutura, pesquisa e defesa.
Nos últimos anos, houve um aumento expressivo nos ataques digitais com o uso de inteligência artificial. Dados de uma pesquisa da CrowdStrike indicam que as tentativas de invasão por grupos que empregam essa tecnologia cresceram 89% entre 2024 e 2025. Além disso, houve alta de 37% em invasões direcionadas às plataformas de nuvem, com o tempo médio para comprometer sistemas reduzido para cerca de 29 minutos, sendo alguns casos registrados em apenas 27 segundos.
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