O Rio de Janeiro deve experimentar um período de temperaturas mais elevadas do que o habitual nos meses de outono e inverno de 2026, com poucas ondas de frio e uma maior incidência de períodos de calor fora de época. Essa previsão aponta para um clima mais quente, relacionado às condições atmosféricas influenciadas pelo fenômeno El Niño, e foi confirmada por especialistas na elaboração de análises meteorológicas recentes.
As projeções indicam que o outono, que termina em 21 de junho, apresentará temperaturas superiores à média em grande parte do território nacional, incluindo a cidade do Rio. Segundo o meteorologista Ricardo Souza, responsável pelo sistema Alerta Rio, a estação deverá apresentar uma diminuição gradual nas chuvas e um aumento na amplitude térmica, com dias quentes e noites mais frescas, uma tendência que, neste ano, será acentuada por temperaturas constantes. Apesar de um início de estação mais instável, a expectativa é de que os episódios de chuva se tornem mais irregulares ao longo das semanas, compatíveis com uma tendência de um outono mais seco, embora haja a possibilidade de precipitações mais prolongadas em alguns períodos, especialmente na segunda metade da estação, entre o fim de maio e início de junho.
Para o inverno, a previsão aponta para a continuidade do fenômeno El Niño em sua fase mais clássica, reforçando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Essa condição deve promover um inverno mais quente do que a média, com redução na frequência de ondas de frio intenso, além de favorecer a ocorrência de “veranicos”, períodos de calor fora de época que podem alterar o padrão climático tradicional da estação. A atuação de ventos provenientes do Norte dificulta a entrada de massas de ar frio na região Sudeste, contribuindo para uma menor incidência de temperaturas baixas e mais dias de temperaturas elevadas ao longo do inverno.
As alterações climáticas previstas para 2026 representam um parâmetro de atenção para setores como agricultura e gestão de recursos hídricos. O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas podem exercer pressão sobre as regiões que dependem de águas de rios e reservatórios, requerendo atenção às estratégias de contenção de impactos ambientais e econômicos relacionados à mudança do clima. Os próximos meses serão decisivos para monitorar o desenvolvimento dessas condições e os possíveis efeitos no cotidiano da população.
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