O desenvolvimento de uma nova linha de metrô na região metropolitana do Rio promete mudar o cenário da mobilidade no Leste Fluminense. Em fase de definição, o projeto busca estabelecer a primeira conexão intermunicipal por transporte de alta capacidade, visando reduzir o tempo de deslocamento entre cidades como Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Atualmente em estudo e planejamento, a proposta prevê um trajeto que liga a Praça XV, no centro do Rio, ao município de Itaboraí, passando por Niterói e São Gonçalo. Uma característica distintiva é a implantação de um trecho subterrâneo de cerca de sete quilômetros sob a Baía de Guanabara, conectando a estação Carioca ao sistema metropolitano.
A expectativa é que a implementação dessa linha impacte significativamente a rotina diária de milhares de usuários. Com previsão de transportar até 650 mil passageiros por dia, a nova estrutura reduziria de mais de duas horas para cerca de 40 minutos o tempo de viagem entre Niterói e São Gonçalo, horários de pico considerados atualmente um desafio na mobilidade local. Essa redução de tempo deve facilitar o acesso a empregos, serviços e opções de lazer, além de diminuir o estresse dos deslocamentos.
O projeto inclui uma estação em Guaxindiba, em São Gonçalo, situada próxima à rodovia BR-101. Este ponto será dedicado à integração intermodal, potencializando o fluxo de passageiros oriundos de cidades sem ligação ferroviária direta com o sistema. Entre as localidades atendidas por essa conexão estão regiões como Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu e Magé, ampliando o alcance social do projeto.
No aspecto financeiro, o governo estadual prevê um aporte inicial de aproximadamente R$ 12 milhões para continuidade dos estudos de viabilidade técnica e ambiental. Além disso, diversas negociações entre os municípios envolvidos, o governo estadual e o federal estão em andamento para garantir recursos e suporte técnico, de modo a tornar a iniciativa viável e alinhada às necessidades da população que há anos cobra melhorias no transporte sobre trilhos na região. Os próximos passos envolvem a consolidação das análises financeiras e o avanço na elaboração do cronograma de execução.
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