A Confeitaria Rio-Lisboa, localizada no Leblon, foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro por meio de um decreto publicado nesta quinta-feira (5) pelo prefeito Eduardo Paes. A medida ocorre em meio a um conflito relacionado ao terreno onde a padaria está instalada há mais de oito décadas na Avenida Ataulfo de Paiva, cuja venda para um projeto residencial é considerada pelos envolvidos na disputa.
O Decreto Municipal nº 57.651 destaca a relevância histórica e cultural da confeitaria, fundada em 1943 por imigrantes portugueses. A padaria mantém-se no mesmo endereço desde sua fundação e virou uma referência importante no bairro. Segundo a administração municipal, estabelecimentos de longa tradição como a Rio-Lisboa fazem parte do patrimônio cultural da cidade, contribuindo para a preservação de elementos do cotidiano, do modo de fazer e de habitar do carioca.
Conforme as normas locais, o reconhecimento de proteção ao patrimônio imaterial tem validade inicial de dez anos, passível de renovação após avaliação do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural. A concessão do título pode ser revogada caso o estabelecimento deixe de atender às condições que justificaram seu reconhecimento ou interrompa suas atividades.
Após a publicação do decreto, o prefeito comentou o assunto nas redes sociais e afirmou que a decisão faz parte de uma estratégia mais ampla para assegurar a permanência da confeitaria no Leblon. Ele reforçou o compromisso de preservar o estabelecimento, sinalizando que a prioridade é garantir que a Rio-Lisboa continue a fazer parte do bairro.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



