julho 14, 2026
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14/07/2026

Rodoviários do Rio continuam em estado de greve enquanto aguardam negociação com empresas

Nesta quarta-feira (15/07), uma audiência agendada entre os rodoviários e o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) deve definir o possível encerramento do estado de greve da categoria, independentemente do resultado da negociação. A reunião está marcada para às 11h e pode estabelecer um acordo ou manter as negociações em andamento.

Desde o dia 6 de julho, os trabalhadores do transporte coletivo operam em estado de greve, que possibilita a retomada de uma paralisação total a qualquer momento. No último dia 7, uma assembleia definida pela categoria resultou na redução da reivindicação salarial de 17% para 12%. Como parte do acordo, em caso de aceitação, haveria um incremento de 6% imediato, seguido de um novo reajuste em dezembro, totalizando a reivindicação inicial. A diminuição do percentual foi a única concessão do sindicato profissional até então.

A manutenção do estado de greve indica que, se as negociações não avançarem, a categoria pode optar por uma greve por tempo determinado ou indefinido. Caso as tratativas sejam bem-sucedidas, a paralisação pode ser suspensa, mas sem acordo, o risco de retomar o movimento de protesto permanece, com possibilidade de redução do número de ônibus em circulação.

Na reunião desta quarta-feira, uma nova rodada de negociações será realizada. O sindicato patronal oferece um reajuste de 4,5%, enquanto o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, declarou que a proposta não será aceita. Em vídeo divulgado na semana passada, ele afirmou que a campanha salarial continuará e que não assinarão acordos com o percentual oferecido, além de criticar duramente a postura dos empresários e da Rio Ônibus, alegando que a categoria busca apenas um salário justo.

Sebastião afirmou ainda que a categoria não tem pressa e que a proposta de aumento salarial já gerou descontos no contracheque, independentemente de uma negociação formal. Na semana passada, os trabalhadores sinalizaram que, diante da falta de avanços na proposta inicial, provavelmente rejeitariam a oferta de 4,5%. Parte do descontentamento está relacionada à necessidade de reformular a proposta ou estabelecer um prazo maior para os debates, com a expectativa de uma resposta dos trabalhadores na assembleia.

O desfecho da reunião desta quarta pode determinar se os rodoviários aceitam a proposta, rejeitam o reajuste ou sinalizam uma nova rodada de negociações. A decisão final depende do consenso entre os trabalhadores.


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