março 14, 2026
março 14, 2026
14/03/2026

Ronda Maria da Penha do Rio completa cinco anos com mais de 10 mil mulheres protegidas

A Ronda Maria da Penha, iniciativa da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, completou cinco anos de atuação, registrando ao longo do período mais de 10 mil atendimentos a mulheres em situação de violência. Em 2025, o serviço recebeu quase 4 mil chamadas, ampliando o número de mulheres assistidas para mais de 5,6 mil, além de ter realizado cerca de 24 mil ações de acolhimento, que envolvem visitas periódicas às vítimas e monitoramento de suas condições. Durante esse ano, não houve registros de feminicídio entre as assistidas.

A atuação da Ronda evidencia que a violência contra a mulher não se restringe a um perfil social específico, abrangendo diferentes raças, idades, níveis de escolaridade ou religiões. Entre as medidas protetivas em vigor, destaca-se o caso de uma idosa de 100 anos, moradora da Tijuca, na Zona Norte, sob proteção desde 2023 contra um neto que praticava agressões psicológicas. Ela relatou que o neto ficava violento após consumir álcool e que, após denúncia e intervenção, conseguiu afastá-lo por decisão judicial.

Além do acompanhamento contínuo, as equipes da Ronda Maria da Penha prestam suporte em situações de urgência. No último ano, foram conduzidas à delegacia 265 mulheres e realizadas 43 prisões em flagrante, a maioria por descumprimento de medidas protetivas. Desde o início do projeto, mais de 160 prisões já ocorreram por diferentes tipos de violência, incluindo agressões físicas e cárcere privado, sempre com procedimentos que priorizam a segurança e a dignidade das vítimas.

Segundo o comandante da Guarda Municipal, a atuação da Ronda é pautada por treinamentos específicos, protocolos claros e uma rede de parcerias que potencializam o trabalho. Ele reforça o compromisso de proteger vidas e promover a conscientização, além de destacar a integração com órgãos estaduais e federais, sobretudo com a Secretaria da Mulher do município.

Fundada em 12 de março de 2021, a Ronda Maria da Penha surgiu como resposta ao aumento de casos de violência doméstica durante a pandemia, período em que as denúncias cresceram mais de 80%. A estrutura conta com cerca de 100 agentes treinados, distribuídos em áreas estratégicas da cidade, para ampliar o atendimento às mulheres em risco. A líder do projeto destaca que as ações vão além da fiscalização do cumprimento de medidas protetivas, incluindo suporte psicológico, orientações e encaminhamentos a programas de empregabilidade, visando à autonomia das vítimas.


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