A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro emitiu recomendações para a população diante de riscos associados às recentes enchentes provocadas por temporais. Além da possibilidade de infecção por leptospirose, há preocupação com acidentes elétricos, principalmente em áreas urbanas, que podem acarretar complicações à saúde, incluindo arritmias, lesões cerebrais e musculares.
Especialistas alertam para a importância de agir com cautela em situações de choque elétrico. A orientação inicial é avaliar o local antes de qualquer intervenção. Quando possível, o desligamento imediato da energia, por meio de disjuntor ou outro dispositivo seguro, é recomendado. Caso não seja viável, deve-se usar objetos secos e isolantes, como bambu, madeira, plástico, borracha ou tecidos pesados, para afastar a vítima da fonte elétrica, sem contato direto. É fundamental não tocar diretamente na pessoa enquanto ela estiver em contato com a eletricidade.
Após a interrupção da fonte de energia, o foco deve ser na avaliação do estado da vítima. Se ela estiver caída, é importante evitar movimentá-la para prevenir lesões na coluna. Deve-se verificar a respiração, observando a expansão do tórax, e a pulsação no pescoço por até dez segundos. Em casos de ausência de pulso e respiração, a prioridade é realizar imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada de socorros especializados.
Para quem conhece técnicas de primeiros socorros, as compressões torácicas devem ser feitas no centro do peito, com as mãos, por uma profundidade de cinco a seis centímetros, em ritmo contínuo até a chegada do suporte avançado, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou os bombeiros.
Em situações de contato com cabos de alta tensão sobre veículos, a recomendação é permanecer no interior do carro. Caso haja risco de incêndio, o procedimento adequado é pular com os dois pés juntos, evitando tocar na lataria e no chão simultaneamente. Após garantir a segurança, o acionamento do socorro deve ser feito pelo número 192 ou 193.
Outro risco relevante após enchentes é a leptospirose. A equipe de zoonoses da SES-RJ orienta a atenção aos sintomas dessa doença, que podem surgir após contato com áreas contaminadas. Os sinais iniciais, que costumam aparecer entre três e sete dias após a exposição, incluem febre súbita, dores de cabeça, musculares, náuseas, vômitos, diarreia, dores em articulações, fotofobia, dores oculares e tosse.
A transmissão ocorre por contato com a urina de roedores, podendo acontecer quando a pessoa fica imersa por longos períodos em água contaminada ou lama, ou por meio do contato com sangue, tecidos ou órgãos de animais infectados, além do consumo de água ou alimentos contaminados. A atenção aos sinais e a adoção de medidas de proteção são essenciais para evitar complicações.
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