O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu nesta quinta-feira (9) o julgamento que definirá o método de escolha do novo líder do governo no Rio de Janeiro. A pausa ocorreu após um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino, mantendo a votação em 2 a 1 até o momento.
A sessão havia sido retomada antes da decisão de Dino, que optou por aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro. O objetivo é analisar o momento oportuno para a manifestação do ministro.
Até o momento, o relator do processo, Cristiano Zanin, votou a favor da realização de eleições diretas com participação do eleitorado. Sua posição considera a renúncia de Castro, ocorrida um dia antes do julgamento no TSE, como uma tentativa de evitar a convocação de eleições populares.
Em oposição, os ministros Luiz Fux e André Mendonça defenderam que a escolha do líder seja feita por meio de eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Fux abriu a divergência na votação, apoiando o procedimento indireto.
A ação em análise foi apresentada pelo diretório estadual do PSD, que solicita a realização de eleições diretas para um mandato-tampão, válido pelo período que resta após a vacância dos cargos de governador e vice-governador.
Enquanto a questão permanece sem decisão definitiva, o atual comando do estado é exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.
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