O valor médio da taxa condominial na cidade do Rio de Janeiro apresentou aumento de 16% nos primeiros quatro meses de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento realizado pela empresa Loft aponta que o custo médio mensal nessas tarifas atingiu R$ 1.100, chegando próximo ao índice registrado em São Paulo, ainda que o ritmo de crescimento seja mais acelerado na capital fluminense.
Embora a alta na cidade do Rio seja superior à registrada na capital paulista, que foi de 9%, o aumento no Rio foi impulsionado por fatores relacionados ao aumento dos custos de manutenção, segurança e serviços, aliados à valorização imobiliária em regiões mais concorridas do cidade. De acordo com Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o mercado local mostra uma combinação de duas tendências distintas: a pressão de demanda por imóveis na Zona Sul e o avanço de empreendimentos em bairros populares.
Os bairros mais caros para moradia por meio de condomínios ainda estão concentrados na Zona Sul, com destaque para Lagoa, cujo valor médio chega a R$ 2.300 mensais. Seguem-se Ipanema, com aproximadamente R$ 2.200, e São Conrado, com cerca de R$ 2.093. Outros bairros dessa região, como Leblon e Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, também apresentam condomínios com valores superiores a R$ 2.000 por mês, além de oferecer infraestrutura mais completa e apartamentos de maior padrão. Em Ipanema, por exemplo, o preço médio das unidades chega a R$ 3,7 milhões, enquanto em São Conrado supera R$ 3,1 milhões.
Por outro lado, bairros que tradicionalmente representam o subúrbio da cidade também apresentaram elevações expressivas nos custos de condomínios. Alto da Boa Vista lidera o crescimento, com aumento de 80% em um ano, atingindo uma média de R$ 900. Itanhangá também teve alta de 67%, com condomínios na faixa de R$ 1.500. Além desses, Ramos, Cascadura, Riachuelo e Penha tiveram aumentos entre 27% e 30%, indicando uma tendência de valorização na região.
Segundo a análise da Loft, essas altas podem estar relacionadas à entrada de novos empreendimentos, especialmente condomínios-clube e lançamentos mais recentes, capazes de elevar rapidamente a média dos valores nas áreas. No extremo oposto, bairros como Inhaúma, Catumbi, Abolição e Vargem Grande tiveram redução de preços nos condomínios, variando de 10% a 14%. Ainda na mesma linha, bairros mais valorizados, como Humaitá e Jardim Oceânico, registraram leves quedas ou estabilidade nos valores médios.
A tendência de aumento ou redução continua a ser monitorada, com as projeções indicando uma dinâmica de mercado que pode influenciar as próximas avaliações de custos condomínio na cidade.
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