As tensões no Oriente Médio aumentaram significativamente após escalada de ações militares envolvendo Israel, o Irã e aliados regionais. Israel lançou duas ofensivas contra uma importante usina petroquímica iraniana, enquanto o Irã respondeu com ataques a instalações na Arábia Saudita. Além disso, Teerã anunciou o fim de restrições para operações militares, elevando o risco de um conflito de maiores proporções. Nesse cenário, o presidente dos Estados Unidos também reforçou suas ameaças, indicando possibilidade de ações militares contra o Irã.
Autoridades israelenses revelaram planos de bombardear linhas de transporte ferroviário iranianas. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para alertar sobre consequências devastadoras, sugerindo a possibilidade de uma intervenção militar de grande escala contra o república persa, que conta com uma população de aproximadamente 90 milhões de habitantes. A Guarda Revolucionária Islâmica, do Irã, comunicou o fim da política de contenção adotada anteriormente, sinalizando que todas as considerações na escolha de alvos para retaliação foram dispensadas, indicando um agravamento na postura militar do país.
Durante as últimas 48 horas, Israel realizou ataques a um complexo petroquímico em Shiraz, que possui papel estratégico na fabricação de fertilizantes e que era utilizado para a produção de ácido nítrico, componente de explosivos. Também houve ações conjuntas em Bushehr, no sul do Irã. Fontes militares anônimas relataram ataques à ilha de Khang, próximo ao ponto por onde passam 90% das exportações de gás e petróleo do Irã, embora Teerã ainda não tenha confirmado oficialmente esses eventos.
Em resposta às ações israelenses, o Irã anunciou ter atingido o polo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, um dos maiores centros do setor no mundo. A Guarda Revolucionária declarou que planeja atingir a infraestrutura dos Estados Unidos e de seus parceiros, buscando privar ambos de petróleo e gás na região por anos. A Arábia Saudita ainda não se pronunciou oficialmente sobre os danos causados pelas explosões. O Irã também afirmou ter bombardeado um navio de bandeira israelense próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes, defendendo que a ação serve como advertência contra cooperação com o que chamou de “regime sionista” e os Estados Unidos.
Segundo dados da Agência de Direitos Humanos do Irã, ao menos 109 pessoas perderam a vida nas últimas 24 horas até o final de segunda-feira. O conflito, que se intensificou a partir de 28 de fevereiro, resulta em um total de aproximadamente 1,6 mil mortes de civis, incluindo 248 crianças, além de 1,2 mil militares e outras 711 mortes sem confirmação de identidade. O cenário atual aponta para uma situação de escalada que pode evoluir para novos desdobramentos na região.
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