Neste sábado, comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data que marca o início da campanha Junho Lilás, voltada à conscientização sobre a importância da triagem neonatal para a saúde dos recém-nascidos. O exame, realizado na rede pública de saúde do Rio de Janeiro, é fundamental para detectar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas ainda nos primeiros dias de vida.
No estado, a rotina de rastreamento já contempla a identificação de 54 enfermidades raras, após uma ampliação em agosto de 2023, seguindo orientações do Ministério da Saúde. Desde então, quase 300 mil exames foram realizados ao longo dos últimos três anos. As estatísticas indicam que, em 2025, a cobertura do teste atingiu 75% dos nascidos vivos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc).
O Programa de Triagem Neonatal do Rio de Janeiro atualmente possui mais de mil unidades de coleta vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em média, aproximadamente 11 mil exames são realizados mensalmente, variável conforme o número de nascimentos na ocasião. Essa ampliação do procedimento constitui a segunda fase do Programa Nacional de Triagem Neonatal, possibilitando a identificação precoce de várias doenças raras. Quando detectadas nos primeiros dias de vida, essas enfermidades podem ser tratadas com maior eficácia, minimizando riscos de sequelas permanentes e promovendo maior desenvolvimento infantil.
Segundo Roberta Serra, coordenadora de Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde, o teste é vital para identificar condições que, sem intervenção adequada, podem ocasionar consequências graves ou até fatais. Ela reforça que a coleta, que deve ocorrer entre o terceiro e o quinto dia de vida, é simples e de fácil realização. Para casos de prematuridade, baixo peso ao nascer ou internações, a própria unidade de saúde realiza a coleta.
Além das doenças bem conhecidas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística e toxoplasmose congênita, o exame ampliado permite a detecção de outras condições como galactosemias, distúrbios do ciclo da ureia, alterações na beta-oxidação de ácidos graxos e diversas aminoacidopatias. Os responsáveis devem procurar uma unidade básica de saúde para a realização do procedimento e podem consultar os resultados online, via site oficial do programa.
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