Na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, tiveram início as oitivas das testemunhas relacionadas ao caso que envolve a morte da soldada da Polícia Militar Gisele Alves Santana. O principal acusado é seu marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, que permanece detido sob acusação de feminicídio e fraude processual.
Devido ao expediente remoto adotado pelo Judiciário paulista nesta segunda-feira, as declarações foram colhidas de forma virtual. Entre os primeiros entrevistados esteve o delegado responsável pela investigação. Nos próximos dias, o procedimento ocorrerá presencialmente no Fórum Criminal da Barra Funda. Estima-se que, ao longo da semana, sejam ouvidas aproximadamente 40 testemunhas, antes do interrogatório do militar, programado para a próxima sexta-feira.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento na capital paulista em 18 de fevereiro. Na ocasião, o tenente-coronel declarou que a mulher teria se suicidado, acionando o socorro. Contudo, conforme o curso das investigações, a Polícia Civil alterou a linha de apuração, passando a tratar o caso como feminicídio.
Segundo o advogado Miguel José da Silva Jr., representante da família de Gisele, as declarações coletadas até o momento indicam que a versão de suicídio apresentada inicialmente perdeu força perante as provas. O desfecho da investigação ainda aguarda o depoimento do suspeito, previsto para o próximo dia 3.
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