Quatro indivíduos foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por integrarem uma organização criminosa responsável por manipular resultados no Campeonato Candango de Futebol. A decisão foi tomada na última semana após denúncia do Ministério Público do DF, apoiada por investigações conduzidas durante a CPI das Apostas Esportivas, com relatoria do senador Romário.
De acordo com o MP, o grupo organizado atuava por meio de acordos prévios entre apostadores e jogadores, com o objetivo de favorecer resultados específicos a fim de obter vantagens financeiras ilícitas no mercado de apostas esportivas. As investigações, realizadas via Procedimento Investigatório Criminal (PIC), identificaram movimentações financeiras suspeitas, padrões anormais de apostas e ações fraudulentas em campo.
A sentença apontou que a organização explorou a vulnerabilidade financeira da Sociedade Esportiva Santa Maria para facilitar as fraudes. A gestão do departamento de futebol do clube estaria envolvida, além de atletas que executaram ações fraudulentas durante as partidas. O TJ ressaltou que essas ações comprometeram a integridade do esporte e a confiança do público na competição.
A Polícia Federal solicitou a prisão e extradição de William Pereira Rogatto, considerado o líder do esquema, em março, após relatório final da CPI. Na ocasião, o senador Romário afirmou que o trabalho da comissão foi fundamental para identificar os envolvidos, ressaltando sua satisfação com a prisão de um dos investigados. Ele também destacou a importância de recuperar a credibilidade do futebol brasileiro, afirmando que o objetivo é impedir que o esporte seja convertido em um cassino.
Rogatto recebeu a pena mais severa, de 13 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, além de multa. Já seu aliado, Amauri Pereira dos Santos, foi condenado a 11 anos e dez meses de prisão, também em regime fechado. Os jogadores Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva foram condenados a sete anos de reclusão cada. Além das penalidades judiciais, o Ministério Público investiga outras manipulações esportivas, como as ocorridas na Série A do Campeonato Brasileiro, sob a operação denominada “Spot-fixing”, que visa coibir a corrupção nas competições nacionais.
A CPI das Apostas Esportivas, instaurada em 2024, foi criada para apurar alegações de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Além do relator Romário, o colegiado tinha como presidente o senador Jorge Kajuru. A investigação busca fortalecer os mecanismos de combate à corrupção no esporte e assegurar a integridade das competições.
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