abril 12, 2026
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12/04/2026

TRE-RJ cria força-tarefa para combater influência do crime organizado nas eleições de 2026

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) anunciou a criação do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, uma iniciativa voltada a combater a influência do crime organizado nas eleições de 2026. O comitê foi oficialmente estabelecido em reunião realizada em 19 de março, no Palácio da Democracia, contando com a presença de representantes das forças de segurança, do Ministério Público Federal e setores de inteligência.

A iniciativa, liderada pelo presidente da Justiça Eleitoral fluminense, desembargador Claudio de Mello Tavares, busca integrar informações e coordenar ações entre diferentes órgãos especializados. O objetivo é impedir que grupos ligados ao tráfico, às milícias e às narcomilícias exerçam influência nos processos eleitorais, seja por controle territorial, coerção de eleitores, financiamento ilegal de candidaturas ou tentativa de lançar candidatos ligados às organizações criminosas.

Segundo o desembargador, o cenário no estado apresenta particularidades que justificam a formação de uma força-tarefa especializada. Ele destacou a importância de fortalecer a atuação das instituições para evitar a infiltração do crime organizado na administração pública e garantir a legitimidade do processo eleitoral. Ainda, ressaltou a intenção de o trabalho do grupo servir de referência para o país na preservação da integridade eleitoral.

O grupo reúne representantes de diversas instituições, incluindo a Procuradoria Regional Eleitoral, o Comando Militar do Leste, secretarias de Segurança e de Administração Penitenciária do Estado, além das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil. Também participam magistrados vinculados à Justiça Eleitoral e equipes técnicas do TRE-RJ.

As ações do comitê estão estruturadas em dois eixos principais. O primeiro envolve a identificação, análise e, se necessário, substituição de locais de votação em áreas de risco, para minimizar influências externas e assegurar a liberdade do voto. Essa estratégia já vinha sendo implementada nas eleições municipais de 2024 e será ampliada para o pleito de 2026.

O segundo eixo prioriza o compartilhamento de informações de inteligência relacionadas a candidaturas com possíveis ligações ao crime organizado. Esses dados poderão subsidiar ações da Procuradoria Regional Eleitoral na análise de registros de candidatura, podendo levar ao indeferimento de candidaturas consideradas suspeitas.

Após a constituição do grupo, o presidente do TRE-RJ apresentou a iniciativa em reunião em Brasília com a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de outros dirigentes de TREs e representantes da Polícia Federal. A força-tarefa integra o planejamento estratégico de segurança para o calendário eleitoral de outubro.


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