A nova operadora de trens na cidade enfrenta desafios na fase inicial de retomada do serviço, incluindo a necessidade de coibir acessos ilegais às estações. Essa prática, que compromete a arrecadação e a segurança, atinge cerca de 50 mil passageiros por dia, de acordo com levantamento recente.
A entrada clandestina ocorre em pontos ao redor dos trilhos, onde buracos abertos por moradores ou criminosos facilitam o acesso não autorizado. Essa situação dificulta o controle de quem circula na ferrovia e aumenta riscos de segurança, além de gerar perdas financeiras significativas. Considerando uma tarifa integral de R$ 7,60, a estimativa de prejuízo diário chega a R$ 380 mil. Na tarifa social de R$ 5, o impacto financeiro seria de aproximadamente R$ 250 mil.
Além das perdas na arrecadação, os acessos ilegais também favorecem a ação de criminosos, que utilizam esses pontos de entrada para entrar e sair das áreas ferroviárias sem fiscalização adequada. No primeiro dia de operação, a TrensRJ identificou quatro indivíduos suspeitos entre as estações Maracanã e Praça da Bandeira, além de três pessoas transitando irregularmente pelos trilhos em Marechal Hermes, na Zona Norte.
Até o momento, a concessionária não detalhou um plano específico para coibir esses calotes, mas informou que contará com o apoio de 16 batalhões da Polícia Militar, 38 delegacias e o Grupamento de Policiamento Ferroviário. Planeja ainda usar drones para o monitoramento e mapeamento de pontos de maior vulnerabilidade, colaborando com as forças de segurança. Já foram identificados 97 locais considerados críticos ao longo do sistema ferroviário.
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