abril 22, 2026
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22/04/2026

UFRJ e Embrapa desenvolvem biodetergente para aumentar durabilidade de alimentos sem agrotóxicos

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Embrapa, desenvolveram um biodetergente que tem potencial para prolongar a vida útil de frutas e legumes, oferecendo uma alternativa natural à conservação por métodos tradicionais. O produto funciona como um revestimento protetor aplicado na superfície dos alimentos, formando uma barreira contra fungos, principais agentes de deterioração.

Segundo os especialistas, os testes realizados demonstraram resultados promissores. Em experimentos com laranjas, a maioria das frutas treatedas manteve sua integridade mesmo após serem expostas a condições que aceleram o processo de apodrecimento. De acordo com a pesquisa, o biodetergente atua interferindo na estrutura dos fungos, dificultando sua proliferação e ampliando o tempo de prateleira dos alimentos.

A inovação resulta de mais de uma década de estudos iniciais, que começaram em 2009 sob uma demanda da Petrobras. Com o avanço tecnológico, os pesquisadores perceberam diversas aplicações possíveis para o produto. A parceria com a Embrapa foi consolidada em 2014, com foco na conservação de alimentos pós-colheita, buscando alternativas mais sustentáveis e eficientes para evitar perdas no transporte e armazenamento de frutas.

A pesquisa, que já foi publicada em revista científica internacional, pretende avançar para testes em maior escala, utilizando equipamentos industriais de aplicação. Essas etapas serão essenciais para comprovar que o método funciona de forma efetiva em condições de produção em larga escala. Além de laranjas, os testes incluem outros alimentos como morango, mamão, goiaba, feijão e soja.

O desenvolvimento desta tecnologia visa diminuir economicamente as perdas na cadeia de alimentos, que geram prejuízos bilionários anualmente. Os pesquisadores estimam que, com apoio de investimentos públicos ou privados, o produto poderá chegar ao mercado em aproximadamente cinco anos, contribuindo para uma maior eficiência na conservação de alimentos.


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