março 13, 2026
março 13, 2026
13/03/2026

UFRJ inaugura centro de saúde de precisão para doenças raras no Fundão

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) planeja inaugurar, em agosto, um novo Centro de Saúde Pública de Precisão no campus Fundão, na Ilha do Fundão. A unidade será dedicada a diagnosticar, tratar e pesquisar doenças consideradas raras, atendendo exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O centro visa fortalecer a atuação da universidade na área de genômica e medicina de precisão. Entre as ações previstas está a oferta do Sequenciamento Completo do Exoma (WES), técnica avançada de análise genética que detecta mutações responsáveis por diversas enfermidades esporádicas. Atualmente, poucos laboratórios públicos realizam esse exame no Brasil, e a expectativa é ampliar a capacidade de processamento, reduzindo o tempo de diagnóstico de anos para meses.

As doenças raras, classificadas por acometerem até 65 indivíduos a cada 100 mil habitantes, representam desafios significativos para a medicina. São, na maioria, de origem genética, embora algumas possam ser desencadeadas por agentes infecciosos ou fatores ambientais. Como afetam poucas pessoas, muitas dessas enfermidades ainda são pouco compreendidas, o que dificulta o diagnóstico e o desenvolvimento de tratamentos eficazes.

A baixa incidência dessas doenças também impacta o custo dos exames, que podem ser caros, mesmo quando disponíveis. Alguns, como o teste do pezinho, têm valores elevados e nem sempre são acessíveis a toda a população. Atualmente, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das cerca de sete mil doenças cadastradas, muitas das quais podem provocar incapacidade.

O novo centro também disponibilizará exames de biomarcadores, que identificam alterações celulares, bioquímicas ou moleculares relacionadas às enfermidades, contribuindo para maior agilidade no diagnóstico. Para sua implementação, foram investidos mais de R$ 19 milhões na adaptação de instalações e aquisição de equipamentos no campus do Clementino Fraga.

Com a instalação, a UFRJ espera ampliar suas pesquisas em genética e medicina personalizada. Assim, poderá desenvolver novas estratégias de tratamento, contribuindo para o avanço na compreensão e manejo de doenças raras e cânceres.


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