Unidades de Saúde da Família iniciam campanha de combate ao câncer do colo do útero
As Unidades de Saúde da Família (USFs) deram início, nesta quinta-feira (19), às ações da campanha Março Lilás, voltada à conscientização e prevenção do câncer cervical. O movimento nacional busca promover o uso do exame preventivo (Papanicolau) e a imunização contra o vírus HPV, considerados fundamentais na redução da incidência da doença.
As atividades estão programadas para acontecer em diferentes locais ao longo da semana. A primeira ocorrerá no Polo Sanitário Augusto Sena, em Rio do Ouro. Nos dias seguintes, os eventos serão realizados na Clínica Municipal Gonçalense do Colubandê e na USF Irmã Dulce, na Trindade, na sexta-feira (20). Na próxima semana, até o dia 25, as ações chegam à Clínica Municipal Gonçalense de Lagoinha e à USF Mahatma Gandhi, no Jardim Califórnia. O ciclo de atividades termina na USF do Antonina, no dia 26.
Segundo a subsecretária de Atenção Primária, Vanessa Peres, embora o câncer do colo do útero seja frequentemente associado à campanha Outubro Rosa, a relevância do tema justificou a ampliação para todo o mês de março. Ela reforça a importância da realização regular do exame preventivo, que está disponível em quase toda a rede básica de saúde, além da vacinação contra o HPV, principal medida primária de proteção.
O câncer cervical apresenta altas taxas de evitabilidade e cura, especialmente com detecção precoce. Contudo, continua sendo uma das principais causas de mortalidade feminina por câncer no Brasil. A infecção pelo HPV, transmitida por via sexual, é um fator de risco relevante. Mulheres entre 25 e 64 anos, com vida sexual ativa, devem realizar o exame a cada dois anos para identificar possíveis lesões no colo do útero precocemente.
A vacina contra o HPV pode ser aplicada em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e 11 meses, incluindo meninos e meninas, além de jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a imunização. A proteção contra tipos de HPV de alto risco, responsáveis por diversos cânceres — como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta — é o principal benefício da vacinação. Ela também é recomendada para grupos específicos, como vítimas de violência sexual, pessoas com condições clínicas especiais, portadores de HIV/AIDS, transplantados, pacientes oncológicos e usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), até os 45 anos.
A administração do imunizante deve idealmente ocorrer antes do início da vida sexual, garantindo maior proteção contra o vírus. A vacina combate os tipos de HPV de baixo risco, que causam verrugas genital, e os de alto risco, ligados ao desenvolvimento de vários tipos de câncer. Essas ações visam à prevenção e ao controle da doença, contribuindo para a diminuição das taxas de mortalidade por câncer cervical.
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