Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense desenvolveram uma impressora em Braille de custo reduzido, voltada para facilitar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual em diversos espaços públicos, como escolas, hospitais e postos de saúde.
O projeto tem como objetivo oferecer uma alternativa eficiente e acessível às impressoras Braille comerciais, que muitas vezes apresentam preços elevados. A nova tecnologia, criada no Laboratório de Design Thinking, Gestão e Engenharia Industrial (LabDGE/UFF), busca diminuir os custos de produção sem comprometer a qualidade da leitura tátil. A inovação foi concebida com foco na facilidade de uso, dispensando instal ações complexas de programas e facilitando a operação por profissionais de áreas como saúde e educação, mesmo sem conhecimentos técnicos aprofundados.
Durante testes realizados em Ji-Paraná, em unidades escolares e de saúde, usuários com deficiência visual participaram ativamente do ajuste de detalhes, como a força da impressão e a escolha do papel, garantindo a funcionalidade do equipamento. Esses testes evidenciaram a importância da participação direta dos usuários no desenvolvimento da tecnologia.
A aplicação na educação permite que professores convertam textos digitais e imprimam materiais acessíveis de forma ágil, reduzindo o tempo, os custos e as dificuldades de obtenção de conteúdo acessível. Na saúde, a tecnologia proporciona maior autonomia para que indivíduos com deficiência visual possam ler suas receitas médicas e orientações, aumentando a segurança e o entendimento sobre seus tratamentos.
Segundo os desenvolvedores, o equipamento representa uma solução inovadora que alia acessibilidade, baixo custo e impacto social, reafirmando o compromisso de tornar a tecnologia assistiva mais inclusiva. O objetivo é reverter a lógica de produtos que, muitas vezes, excluem quem mais precisa por questões econômicas e de complexidade de uso.
O projeto continua em fase de implementação, com potencial de ampliar o alcance e contribuir para maior autonomia de quem depende do Braille no cotidiano.
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