Na última semana, um duplo terremoto atingiu a Venezuela, resultando na destruição de 189 edifícios completamente e dano parcial a outros 585, totalizando 774 construções afetadas em todo o território. Além das edificaçõs residenciais e comerciais, as estruturas de 38 hospitais, 44 centros comerciais e aproximadamente 1,6 mil vias de transporte, incluindo estradas e pontes, também sofreram impactos significativos.
Segundo o presidente do Congresso venezuelano, Jorge Rodríguez, o governo estima que cerca de 2,5 mil estruturas apresentem algum grau de dano. A presidente do país, Delcy Rodríguez, anunciou a formação de uma comissão especializada para avaliar as condições de segurança das construções afetadas, utilizando um sistema de classificação de risco que varia entre vermelho, amarelo e verde. A classificação determinará o nível de perigo de desabamento de cada estrutura, orientando ações de contenção e possíveis evacuações.
Até o momento, a tragédia resultou oficialmente em 1,5 mil mortes e mais de 3 mil feridos, embora organismos internacionais estimem que o número de pessoas desaparecidas possa chegar a quase 50 mil. As equipes de resgate, que contam com 25 mil profissionais, incluindo 2,6 mil estrangeiros, continuam as buscas por vítimas presas sob os escombros. Desde o início das buscas, 33 pessoas foram resgatadas com vida, sendo que vários dos socorristas envolvidos são brasileiros. O Brasil enviou quatro aviões com ajuda humanitária ao país vizinho.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram na quarta-feira anterior e provocaram desmoronamentos na capital Caracas e em diversas localidades, especialmente na região de La Guaira. A situação ainda requer monitoramento contínuo, e as autoridades venezuelanas aguardam os relatórios técnicos para determinar eventuais próximas ações e medidas de auxílio.
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