Na segunda-feira (16), o vereador Salvino Oliveira (PSD) divulgou que a movimentação financeira de mais de R$ 100 mil registrada em seu nome não representa uma irregularidade, mas sim uma premiação recebida por sua participação em um evento internacional. Segundo o parlamentar, o valor refere-se à premiação da ONU, relacionada à sua participação na Young Activists Summit, em Genebra, evento dedicado à ativismo na área de educação e inclusão social.
Salvino foi preso na última quarta-feira (11), durante uma operação que investigava possíveis vínculos de políticos e agentes públicos com o tráfico de drogas. Dois dias após a detenção, ele foi libertado por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Desde então, tem se manifestado publicamente para contestar as acusações feitas contra ele. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Salvino afirmou que a polícia apresentou uma informação inverídica e explicou que o montante mencionado foi uma premiação recebida a partir de seu reconhecimento como jovem ativista global. Ele destacou que sua atuação busca promover oportunidades por meio do uso da tecnologia, especialmente para jovens de comunidades periféricas e favelas do Rio de Janeiro.
A premiação citada por Salvino está relacionada ao reconhecimento em 2025, como um dos jovens ativistas homenageados durante a Young Activists Summit em Genebra. No perfil oficial do evento, ele consta como beneficiário de projetos voltados ao acesso de jovens de favelas à educação e tecnologia, com registros que confirmam a realização do evento no Palais des Nations, sede da ONU na cidade suíça.
O vereador também negou qualquer ligação com o facção investigada pelo inquérito, alegando que suas ações e sua residência foram alvo de invasões e buscas sem que nada de ilícito fosse encontrado. Salvino afirmou ainda que o procedimento policial tentou de forma infundada vinculá-lo ao tráfico, situação que considerou uma tentativa de silenciar lideranças de comunidades marginalizadas. Para ele, a ação representa uma forma de tentar desacreditar sua trajetória de ativismo e liderança social, que inclui já ter atuado como secretário municipal da Juventude.
A investigação, no entanto, aponta que Salvino teria negociado espaços comerciais na Gardênia Azul com traficantes locais, em troca de apoio eleitoral na campanha de 2024. Este aspecto está entre os principais pontos que justificaram a operação policial realizada na semana passada.
O governo do Estado respondeu às críticas à ação policial, alegando que todo o procedimento seguiu os trâmites legais e contou com a aprovação de diferentes instâncias judiciais. Em nota oficial, o governo afirmou que a representação de prisão foi protocolada pela Polícia Civil em janeiro de 2026, recebeu parecer favorável do Ministério Público em janeiro, obteve autorização judicial em fevereiro e resultou na expedição de mandados em março. O texto reforça que o procedimento foi conduzido de maneira independente, afastando qualquer motivação política e considerando a operação como uma resposta a fatos graves levantados pelas forças de segurança.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.


