agosto 26, 2026
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26/08/2026

Vereadora Talita Galhardo denuncia falhas na atuação da Polícia Civil em caso de agressão e danos à sua equipe

Na madrugada desta quarta-feira, um episódio envolvendo um homem e a Segurança Pública mobilizou a Polícia Civil na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O indivíduo foi conduzido duas vezes à 16ª Delegacia de Polícia em poucas horas, após ações distintas, mas relacionadas, que agravaram a situação de tensão no local.

Conforme registros oficiais, a primeira ocorrência ocorreu na noite de terça-feira, às 23h20, e envolveu denúncias de injúria. Segundo relato formal da vereadora e candidata a deputada federal Talita Galhardo, ela vinha recebendo reclamações de moradores acerca do comportamento de Jamaicon Costa da Conceição, que estaria vivendo em situação de rua na região. Moradores alegaram que ele teria proferido ofensas e causado incômodo a transeuntes, além de um episódio envolvendo um de seus cães. A parlamentar teria encontrado o homem por volta das 22h30, na tentativa de dialogar, quando ele começou a dirigir insultos, mesmo após chegada de policiais militares. A partir dessas informações, a ocorrência foi registrada como injúria, com a promessa de representação criminal por parte de Talita, que possui vídeos do momento.

Pouco após, na madrugada de quarta-feira, às 4h07, uma segunda denúncia foi formalizada por dano ao patrimônio, decorrente de um ataque com uma pedra ao veículo oficial do gabinete da vereadora, uma picape Toyota Hilux. De acordo com o relato policial, Jamaicon teria arremessado uma pedra contra o automóvel, causando danos ao veículo, que foi levado para perícia. Os policiais também encontraram um facão de aproximadamente 80 centímetros na área próxima ao local do confronto e informaram que o suspeito tentou fugir, indo até uma área de mata, onde foi capturado posteriormente.

Talita Galhardo expressou sua insatisfação com a forma como as ocorrências foram tratadas pelas autoridades. Em vídeo divulgado após os eventos, ela questionou a ausência de uma medida mais severa, considerando as ameaças, o uso de armas brancas e o risco à sua integridade física. A parlamentar ressaltou que o ataque ao veículo poderia ter causado consequências graves e criticou a decisão de enquadrar o episódio apenas como dano leve, alegando que os policiais teriam demonstrado surpresa com essa classificação.

Outro ponto levantado por Talita refere-se à natureza do automóvel envolvido, que ela explica ser de propriedade do gabinete e utilizado no exercício do mandato parlamentar. Ela considera a situação preocupante, alegando que a desvinculação do veículo das ações policiais reflete uma visão limitada sobre o caso, além de questionar a abordagem dada às investigações.

Atualmente, o homem permanece sob acompanhamento policial, enquanto as autoridades avaliam os próximos passos. A transparência e as investigações continuam em andamento, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos episódios.


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