março 7, 2026
março 7, 2026
07/03/2026

Eduardo Paes anuncia saída da prefeitura do Rio para disputar governo estadual

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nesta sexta-feira que pretende deixar o cargo nas próximas semanas para concorrer ao governo estadual. Em discurso descontraído durante evento na Zona Oeste, Paes mencionou que sua renúncia acontecerá em cerca de 15 dias, indicando a intenção de assumir uma nova responsabilidade administrativa, referindo-se ao Palácio Guanabara, sede do Executivo do Rio de Janeiro.

A declaração foi feita em um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a inauguração do túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande. A obra, avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão, faz parte de um projeto de mobilidade urbana na região, que é considerada reduto eleitoral de Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022, onde o ex-presidente obteve expressiva vantagem na Zona Oeste.

Durante a cerimônia, Paes e Lula aproveitaram o momento para uma brincadeira, formando uma espécie de corrida dentro do túnel recém-inaugurado, numa ocasião marcada por tom amistoso e simbólico. A escolha de Campo Grande para o evento também foi interpretada como um gesto político estratégico, dado o perfil de voto predominante na região.

Paes deve oficializar sua saída da prefeitura no dia 20 de março, procedimento necessário para a sua candidatura ao governo do estado. Com a renúncia, ele abandonará as residências oficiais, como o Palácio da Cidade e a Gávea Pequena. Antes de deixar o cargo, o prefeito já confirmou sua chapa, tendo como vice a vereadora Jane Reis (MDB), irmã do ex-deputado Washington Reis, apoiador de Flávio Bolsonaro. Em troca, negociou apoio do PT à candidatura de Benedita da Silva ao Senado. A composição da segunda vaga ainda está indefinida.

No cenário político de oposição, o partido Liberal (PL) decidiu lançar o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, como pré-candidato ao governo fluminense. A legenda também articula aliança com federações formadas por PP e União Brasil, que consideram nomes como Rogério Lisboa, para vice-governador, e Márcio Canella, para uma das cadeiras ao Senado, além de apoiar o governador Claudio Castro em seu percurso político.

Atualmente, os desdobramentos em relação às candidaturas e os próximos passos da disputa eleitoral permanecem em fase de definição, com as principais articulações políticas em andamento.


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