março 12, 2026
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12/03/2026

Disputa pela eleição indireta no Rio envolve Douglas Ruas, André Ceciliano e Chico Machado

A possibilidade de uma eleição indireta para a escolha do próximo governador do Rio de Janeiro está ganhando força nos bastidores da Assembleia Legislativa (Alerj). A discussão envolve nomes que representam diferentes polos políticos e que podem disputar um mandato-tampão em caso de vacância no governo estadual.

Atualmente, dois nomes se destacam nesse cenário: Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, e André Ceciliano, secretário nacional de Assuntos Parlamentares. Ruas é apoiado pela base governista e por uma aliança que busca consolidar uma maioria na votação indireta, apoiada principalmente pelas bancadas do PL e seus aliados. Sua candidatura também busca aproximações com grupos ligados ao governador Cláudio Castro e setores que integram a futura frente de partidos, como União Brasil e Progressistas, em movimento de cooperação política no estado.

Por sua vez, Ceciliano posiciona-se como uma alternativa de governo de transição, com foco em uma gestão mais ampla e menos ligada ao núcleo central do poder atual. Ele conta com apoio de parlamentares de esquerda, setores do PSD associados ao prefeito Eduardo Paes e outros grupos que desejam uma composição política mais heterogênea, além de oferecer uma imagem de maior abertura ao diálogo com diferentes forças políticas.

Uma terceira possibilidade também começa a ser discutida nos corredores da Alerj. Deputados avaliam a candidatura de Chico Machado, do Solidariedade, como uma terceira via viável. Machado possui um perfil conciliador, com boa relação com várias frentes políticas, incluindo membros do PSD, bolsonaristas do PL e grupos de esquerda. Sua candidatura é vista como uma alternativa de equilíbrio, capaz de conquistar votos de diversos setores, sem ameaçar diretamente os dois principais nomes.

O andamento dessas candidaturas depende de como o governador Cláudio Castro decidirá agir. Embora, em teoria, ele possa disputar o Senado ao deixar o governo no início de abril, há uma crescente especulação sobre uma renúncia antecipada, possivelmente em 23 de março, devido ao julgamento da controvérsia envolvendo o caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do tribunal já acumula votos contra Castro e Rodrigo Bacellar, o que reforça a instabilidade política e a necessidade de uma preparação para cenários de vacância.

Para resolver essa eventualidade, a Alerj aprovou, em fevereiro, regras específicas para uma eleição indireta de governador e vice-governador, definida pela votação dos deputados estaduais. Essa medida representa uma estratégia de contingência, com o objetivo de organizar alianças e movimentos políticos em uma situação que ainda pode se desenrolar de diferentes formas.

Atualidades indicam que o quadro político na Alerj já está configurado, com protagonistas bem definidos. Douglas Ruas representa a continuidade do grupo governista, enquanto Ceciliano busca consolidar um projeto de transição com apoio de diferentes segmentos. Machado surge como um nome de consenso para uma eleição de equilíbrio, caso seja necessário. Ainda que a data formal da eleição indireta não tenha sido marcada, o jogo político na Assembleia já está em andamento desde há algum tempo.


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