Na última sexta-feira, o Parque Olímpico do Rio de Janeiro foi palco de uma iniciativa que une esporte, inclusão social e desenvolvimento de artes marciais. A cerimônia marcou o início do ADCC South America Trials no Velódromo local, além do lançamento do Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas, voltado a ampliar o acesso às práticas de luta por pessoas com deficiência, com foco especial no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O projeto resulta de uma parceria entre a APAE Rio, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio e o Sindicato de Lutas e Artes Marciais. A iniciativa busca capacitar profissionais da área de lutas para atenderem com maior segurança e eficácia esse público, promovendo um atendimento que considere as particularidades de cada deficiência por meio de capacitações específicas e avaliações individualizadas. A proposta inclui a elaboração de uma anamnese detalhada, acompanhamento prático contínuo e a obtenção de um selo de qualidade para instituições que implementarem o programa.
O lançamento contou com a presença de representantes das entidades envolvidas. O subsecretário de Esportes do Rio, Marcelo Arar, destacou a importância da parceria para fomentar a inclusão através das artes marciais. Ele também ressaltou o compromisso do município com esse segmento, enfatizando o papel da Secretaria junto à APAE no apoio às famílias de pessoas com TEA. Arar reforçou que a iniciativa representa avanço no esforço de ampliar o uso do esporte como ferramenta de inclusão social.
O presidente do Sindilutas e faixa-preta Fabrício Xavier apresentou detalhes do projeto e destacou que o programa vai além de uma formação tradicional, incorporando uma abordagem individualizada. Segundo ele, o objetivo é criar planos de atenção especificados às necessidades de cada participante, com avaliações periódicas para monitorar o progresso. Xavier também mencionou que o programa prevê ações de divulgação para engajar famílias neurodivergentes, promovendo o desenvolvimento social e emocional por meio das artes marciais, reconhecidas por seu potencial de transformação.
A parceria foi celebrada por Marcus Soares, gestor da APAE Rio, que enalteceu o impacto positivo que a iniciativa deve gerar na vida dos alunos e familiares, através do fortalecimento de valores como disciplina e autoconfiança. Também presente, Luis Valério, presidente da APAE Rio e fundador do Instituto Autismo Rio de Janeiro, expressou entusiasmo com a possibilidade de expandir o projeto por todo o estado e até nacionalmente, defendendo a continuidade de ações que unem amor, inclusão e desenvolvimento social.
Neste momento, o programa encontra-se em fase de implantação, com atividades voltadas à formação de profissionais e à preparação das primeiras turmas. A expectativa é de que, com o tempo, a iniciativa possa gerar impacto duradouro na inclusão de pessoas com deficiência no universo das artes marciais, contribuindo para uma sociedade mais acessível e consciente da importância do esporte inclusivo.
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