Na manhã desta quarta-feira, uma operação da Polícia Militar na região central do Rio resultou na morte de um dos traficantes mais antigos do Comando Vermelho. Carlos Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, de 55 anos, foi atingido durante um confronto e morreu após ser encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar.
A ação foi conduzida pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e tinha como foco integrantes de uma organização criminosa suspeita de roubos de veículos e tráfico de drogas. Durante a operação, oito suspeitos de envolvimento no tráfico foram mortos, além de dois policiais que ficaram feridos. Mais de 150 integrantes da polícia participaram, apoiados por veículos blindados, em áreas das comunidades dos Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos.
Durante o avanço, houve resistência com barricadas, incêndio de ônibus e tentativas de bloqueio de vias por parte dos criminosos. Cinco indivíduos foram presos por atos de vandalismo.
Jiló, considerado líder do tráfico no Morro dos Prazeres, possuía várias condenações e mandados de prisão abertos. Investigado por homicídio, sequestro e tráfico, ele tinha registros criminais desde a década de 1990. Populares o vinculam também à morte do turista italiano Roberto Bardella, baleado em 2016 ao entrar na comunidade por engano.
A polícia informa que outros seis suspeitos morreram após invadirem uma residência, manterem um casal como refém e serem alvejados em um confronto dentro do imóvel. A operação também levou à apreensão de armas, incluindo dois fuzis, pistolas e revólveres.
Família de uma das vítimas contesta a narrativa policial sobre a situação na casa. A esposa de Leandro Silva Souza, ajudante de cozinha, afirmou que não houve troca de tiros e que os suspeitos pretendiam se entregar. Ela relata que os criminosos afirmaram esperar a chegada da polícia para se render, mas que os oficiais entraram no local atirando após explodir a porta com uma granada.
Segundo ela, o marido chegou a alertar sobre a presença de moradores e foi atingido antes de qualquer troca de tiros oficial. Um vídeo obtido posteriormente mostra marcas de tiros e cápsulas espalhadas pelo interior da residência.
A Polícia Militar sustenta que os suspeitos invadiram a casa para se esconder e fizeram o casal refém, tendo tentado negociar antes do confronto. Disparos vindos do interior do imóvel atingiram um policial e o próprio morador, o que motivou a reação das equipes policiais, que contaram com a participação do Bope. A Secretaria de Polícia Militar reforçou que a ação ocorreu após uma resistência armada dos suspeitos.
O caso está sendo apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que irá ouvir testemunhas e esclarecer as circunstâncias das mortes.
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.



