março 19, 2026
março 19, 2026
19/03/2026

Eduardo Paes critica gestão de Castro na segurança e defende uso da força no Rio

O atual cenário político no Rio de Janeiro aguça a disputa pelo Palácio Guanabara, com o prefeito Eduardo Paes (PSD) intensificando críticas à gestão do governador Cláudio Castro (PL), especialmente no campo da segurança pública. Paes, que deixará o cargo nesta semana, manifestou-se nas redes sociais com duras declarações, defendendo uma abordagem mais agressiva das forças policiais para recuperar áreas controladas pelo tráfico.

Após uma operação envolvendo o Complexo do Alemão e a apreensão de uma carga de carne roubada — que ocorreu em um contexto de uma ação policial que resultou na morte de 122 indivíduos no ano passado —, o prefeito questionou a eficácia das estratégias atuais. Em sua mensagem, Paes afirmou que, se for necessário neutralizar mais criminosos para retomar a ordem, isso deve acontecer, criticando alegações de que as ações do governo seriam apenas “marketing”. Ele também atacou as políticas implementadas por Castro, alegando que a gestão atual teria apenas “gogó e conversinha de valente” sem ações concretas.

Tais declarações reacenderam o debate sobre a eficácia das operações policiais na região, especialmente após uma recente ação do BOPE que resultou na morte de oito pessoas. Paes também criticou o fechamento de uma base policial no Morro dos Prazeres e apontou supostas falhas estratégicas na condução das ações de segurança, que, segundo ele, acabam colocando policiais em risco e não trazem resultados duradouros.

Defensor de uma postura mais firme, o prefeito afirmou que a força letal é justificada em situações de ameaça à vida de agentes ou civis, condenando a hipocrisia que, na sua visão, ainda permeia o debate no estado. “Se um delinquente ameaça a vida de um agente do Estado ou de um cidadão, o Estado tem o direito e o dever de agir,” declarou, alinhando seu discurso com pautas geralmente associadas à direita.

Enquanto isso, Cláudio Castro enfrenta dificuldades jurídicas relacionadas ao processo de cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Acusado de abuso de poder na campanha de reeleição de 2022, seu julgamento deve ser retomado na próxima semana. A equipe do governador negocia uma possível renúncia antecipada, na intenção de evitar que o andamento do processo torne sua permanência no cargo inadequada ou inviabilize sua elegibilidade por oito anos, conforme a legislação eleitoral vigente. O desfecho dessa questão será determinante para o cenário político estadual, influenciando os rumos das próximas eleições para o Senado e o Governo do Estado em outubro.


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