março 26, 2026
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26/03/2026

André Ceciliano deixa cargo na presidência de Lula para disputar eleição indireta no Rio

André Ceciliano, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e integrante do PT, comunicou nesta sexta-feira sua desvinculação do governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorre em um momento de especulação sobre uma possível candidatura ao cargo de governador do estado em mandato-tampão, que deve durar nove meses.

A movimentação política acompanha a expectativa de que o atual governador, Cláudio Castro (PL), renuncie ao posto nas próximas semanas, o que abriria espaço para uma eleição indireta entre os deputados da Assembleia Legislativa. Há rumores de que a renúncia possa acontecer na segunda-feira, buscando evitar desqualificações eleitorais e garantir uma futura candidatura ao Senado nas eleições de outubro.

Caso essa renúncia seja confirmada, os 70 parlamentares da Alerj deverão eleger, de maneira indireta, o novo chefe do Executivo estadual, que exercerá o mandato até o final de 2026. Essa alternativa é considerada devido à saída do vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo em 2025 ao assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Ceciliano, que até então ocupava a Secretaria de Assuntos Parlamentares na Presidência, é visto como uma das principais opções do PT e do governo federal para a disputa estadual, especialmente com as possibilidades de uma eleição indireta emergindo com a possível renúncia de Castro. Desde o início do ano, ele tem sido incentivado por aliados a se preparar para esse cenário.

No entanto, uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal pode criar obstáculos para sua candidatura. O ministro Luiz Fux suspendeu trechos de uma lei aprovada pela Alerj, que regulamentava a eleição indireta, incluindo uma redução do prazo de desincompatibilização para 24 horas antes do pleito. O STF defende um período mínimo de seis meses para afastamento de cargos no Executivo, sob o entendimento de garantir maior igualdade de condições entre os candidatos.

A liminar impacta também outro nome cotado para a disputa, o ex-secretário de Cidades Douglas Ruas (PL). O julgamento completo da situação do governador Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral está previsto para a próxima semana, com decisão ainda indefinida. Castro enfrenta condenações relacionadas à contratação de cabos eleitorais em sua campanha de reeleição de 2022.

Até que o Supremo analise a liminar, permanecem suspensas as regras que estabeleceriam votação aberta e redução do prazo de desincompatibilização. Internamente, há expectativas de uma possível revisão dessa decisão, o que poderia viabilizar a candidatura de Ceciliano ao mandato-tampão. Enquanto isso, sua saída do governo federal é interpretada como um indicativo de interesse em disputar o pleito, caso as condições jurídicas favoreçam sua participação.


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