A recente pesquisa científica revela um papel inovador do ouro no organismo humano, especialmente em indivíduos com mais de sessenta anos. Estudos consolidados até 2026 apontam que nanocristais de ouro desempenham uma função importante na regulação do metabolismo celular, atuando como catalisadores nas mitocôndrias, as responsáveis pela produção de energia das células.
Diferentemente da percepção comum, pequenas quantidades de ouro já presentes no corpo parecem ser insuficientes para efeitos relevantes. A maior revolução ocorre com partículas em escala nanométrica, capazes de melhorar a eficiência mitocondrial na geração de ATP — molécula energética essencial. Assim, o ouro tem potencial de auxiliar na redução do cansaço e no fortalecimento cognitivo de pessoas na faixa etária mais avançada, além de promover a manutenção do DNA.
Pesquisadores também identificaram propriedades anti-inflamatórias nos nanocristais de ouro, que ajudam a moderar a inflamação de baixo grau associada ao envelhecimento, conhecida como inflammaging. Essa característica é vital na proteção de tecidos sensíveis, como articulações e neurônios, contra danos oxidativos, contribuindo para a saúde do sistema nervoso central e musculoesquelético.
Estudos de 2025 e 2026 demonstram que o uso de suspensões de nanocristais, como o composto CNM-Au8, pode estimular a produção de energia nas células do cérebro, protegendo contra estresse oxidativo, melhorando o processamento cognitivo e reduzindo marcadores inflamatórios no líquido cefalorraquidiano. Além disso, há indicações de benefícios na manutenção do tônus muscular, ajudando a prevenir a sarcopenia e promovendo maior independência para idosos.
Embora o consumo de ouro em jóias ou alimentado em pequenas quantidades não traga esses efeitos, as terapias com nanocristais estão em fase final de regulamentação, com previsão de implementação futura na oferta de medicamentos de suporte ao envelhecimento saudável. Essas aplicações evidenciam que, na maturidade, o ouro pode desempenhar um papel importante na preservação da energia celular e na redução da inflamação, oferecendo uma nova perspectiva para o envelhecimento com qualidade no Brasil.
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