Volta Redonda, cidade do interior do Rio de Janeiro com aproximadamente 261 mil habitantes, destaca-se atualmente pelo alto padrão de qualidade de vida de sua população idosa, especialmente na faixa acima de 60 anos. Segundo o ranking Connected Smart Cities, o município ocupa a terceira colocação no estado em indicadores relacionados à saúde, com uma avaliação de 55 mil moradores ativos nesta faixa etária. Essa condição reflete uma transformação na estrutura urbana, antes centrada na indústria, que atualmente conta com uma rede de hospitais, programas de longevidade e áreas de lazer voltadas ao envelhecimento ativo.
A origem de seu perfil de atenção ao idoso remonta à década de 1940, com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) às margens do Rio Paraíba do Sul, promovendo a criação de uma cidade planejada com moradias, escolas, hospitais e espaços de convivência. Mesmo após a privatização da siderúrgica em 1993, elementos dessa infraestrutura foram adotados pelo município para a oferta de serviços de saúde pública, consolidando o seu crescimento em atenção aos idosos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a cidade tem uma das maiores proporções de idosos no Brasil, entre municípios com mais de 100 mil habitantes. Para atender a essa demanda, foram implementados programas locais como a Patrulha do Idoso, criado em 2022, que serviu de inspiração para iniciativas estaduais, como o Disque Idoso e a Patrulha 60+.
Essas ações refletem-se também em reconhecimentos e rankings que atestam a competência de Volta Redonda na assistência à sua população mais velha. Além de liderar o Sul Fluminense no índice de cidades conectadas às tecnologias inteligentes, ocupa o terceiro lugar no estado, na categoria de saúde, de acordo com o estudo, que leva em consideração investimentos públicos, oferta de leitos hospitalares e qualificação do corpo de profissionais. No Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), o município aparece em terceiro lugar no Rio e 27º a nível nacional na categoria de saúde para grandes cidades, graças, em parte, à robusta estrutura de centros de atenção psicossocial (CAPS). No ranking geral de IDL, figura na quarta posição no estado e na primeira do Sul Fluminense, superando até a capital do estado.
Situada a cerca de 125 km do Rio de Janeiro e a aproximadamente 320 km de São Paulo, Volta Redonda é acessível pela rodovia Presidente Dutra (BR-116). Embora não disponha de aeroporto comercial próprio, o município mantém conexões frequentes com os aeroportos do Galeão e de Guarulhos, por meio de linhas de ônibus com trajetos de cerca de duas a quatro horas.
Originalmente concebida para atender às necessidades operárias, a cidade construiu uma reputação que vai além da indústria. Hoje, ela oferece parques com trilhas leves, zoológico gratuito e transporte público com tarifa zero em centros comerciais, promovendo uma rotina de convivência mais saudável e integrada para seus moradores idosos. Caminhar pelo Parque do Ingá em uma manhã de inverno revela a harmonia entre natureza e urbanidade, evidenciando como Volta Redonda adaptou sua identidade industrial para proporcionar uma aposentadoria mais leve e equilibrada.
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