Familiares de Valentinna Brito, de 1 ano e 7 meses, realizaram nesta terça-feira (24) uma nova manifestação em frente ao Complexo Hospitalar de Niterói, no município da Região Metropolitana do Rio, reivindicando justiça pela morte da criança ocorrida no final de fevereiro. O protesto contou com cartazes que denunciavam negligência e solicitavam apuração contra o hospital.
A família alega que houve erro médico na assistência a Valentinna, embora o hospital tenha afirmado que todos os procedimentos necessários foram realizados. A manifestação gerou a intervenção da Polícia Militar, que enviou uma equipe do 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói ao local.
Durante o episódio, um vídeo grava a ação policial, no qual policiais utilizam spray de pimenta contra alguns dos manifestantes. Segundo a PM, a ação foi motivada pelo endurecimento de alguns presentes, que impediam a passagem e obstruíam a via de acesso ao hospital. De acordo com a corporação, o grupo causava tumulto, dificultando o tráfego e o trânsito de pacientes na área. Os agentes alegam que, por resistência ao procedimento policial e desrespeito às ordens, foi necessário usar spray de pimenta para dispersar os presentes e liberar a via.
A Polícia Civil declarou que a investigação sobre o caso continua na 76ª Delegacia de Polícia do Centro de Niterói, mas não forneceu detalhes adicionais, como depoimentos ou resultados de laudos periciais referentes à morte da criança.
Valentinna morreu na noite de 1º de março, enquanto estava internada no mesmo hospital. Segundo relatos da família, ela havia recebido medicação equivocada, destinada a uma outra paciente com o mesmo nome. A mãe da criança, Rayanna Brito, de 20 anos, conta que Valentinna chegou ao hospital na noite de 27 de fevereiro, após sofrer convulsões, e foi reanimada. A criança foi então encaminhada ao internamento para exames.
A família relata que o hospital informou que a causa da morte foi pneumonia, broncoasma e desnutrição, mas a mãe contesta essa versão, alegando que exames anteriores, realizados pelo próprio hospital, não indicavam tais condições. Atualmente, as investigações continuam, sem previsão de conclusão.
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